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quinta-feira, agosto 30, 2007

COMEÇA A GUERRA DA COPA RECIFE

Botonistas da APFM prontos para a Guerra da Copa Recife
Baixada a poeira, a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa promove a Copa Recife 2007, válida para o título de campeão do ano, na Regra Pernambucana. Inscreveram-se dezoito equipes para a sensacional disputa do troféu “Copa Recife”, em pontos corridos, num turno único. Na abertura da competição, sábado dia 11 de agosto, o favorito ao título, o Paulistano, de Moisés Pena, venceu ao estreante Santos Peixe, de Marcos Cordeiro, aplicando-lhe 3x0, com arbitragem de José Hércules. Pelo mesmo escore, o Porto, de Dinoraldo Gonçalves, não tomou conhecimento do Fluminense, de Flávio Azevedo, no jogo realizado na Toca da Raposa, arbitrado por Abiud Gomes. No estádio Timbuzão, com o apito de José Ribamar, o Santos, de Adilson Ribeiro não encontrou dificuldades para derrotar por 2x0 o Olimpique Lyon, de Alexandre Freitas. Também na Toca da Raposa, o Náutico, com seus craques holandeses, suou para vencer por 1x0 o time do Vitória de Guimrães, de Azevedo Neto, com gol salvador de Neeskens, no finzinho do jogo. A arbitragem coube a Adriano Oliveira. No Brasília Stadium, as equipes do Corinthians, de Adriano Oliveira e do Internacional, de Clóvis Sandes, ficaram no empate de 1x1, num jogo muito catimbado e retrancado. Na partida mais disputada da rodada, no Brasília Stadium, o Botafogo, de Marcos Silva, venceu por 5x3 o São Paulo, de Max Monteiro. Ainda não estrearam as equipes do Coritiba, de Cláudio Sandes, do Cruzeiro, de Marcos Cardoso, do Grêmio, de José Ribamar, do Hércules, de José Hércules, da Juventus, de Vandré Meneses e do Vila Belmiro, de Albertinho.
Sábado, dia 18 de agosto, a programação prevê os jogos complementares da 1ª rodada e mais os jogos da 2ª rodada. Destaque para o clássico Cruzeiro X Grêmio, equipes que sempre ficam nas cabeceiras dos torneios realizados dentro da APFM. Pelo que já se pode observar, o Paulistano, de Moisés Pena, é o mais forte candidato ao título, pois mantém o mesmo time campeão do Torneio do Ranking, conquistado após seu retorno do Haiti. Outro forte concorrente, lutando pelo bicampeonato, é o Grêmio, de José Ribamar, com sua famosa legião chifronésia branca. O Botafogo, de Marcos Silva, é um time perigosíssimo, com um espetacular jogo ofensivo. Já o Vila Belmiro, de Albertinho, é uma equipe manhosa e que sempre gosta de aprontar. Vai dar muito trabalho. É preciso ficar de olho nesse time peixeiro. Náutico, de Abiud Gomes, Santos, de Adilson Ribeiro, Cruzeiro, de Marcos Cardoso, são times que alternam bons e maus momentos, mas que sempre ficam bem situados na classificação geral. Outro que pode surpreender é o Porto, de Dinoraldo Gonçalves, porém, será necessário que se domine o nervosismo do seu treinador. Quanto aos demais, o que se tem certeza é que causarão algumas zebras durante o campeonato, mas dificilmente ocuparão lugar de destaque na classificação. A lamentar apenas a ausência, mais uma vez, do Santa Cruz, do excelente botonista Armandinho, sempre presente nos grandes acontecimentos da APFM. Resta agora torcer para que a Copa Recife alcance o sucesso que é esperado, para o bem do futebol de mesa e da regra pernambucana. Serão dezessete rodadas empolgantes! Viva o botão!

segunda-feira, agosto 20, 2007

PEQUENA AMOSTRA DA REGRA PERNAMBUCANA

Botonistas da Regra Pernambucana de Futebol de Mesa
É meus amigos, a regra pernambucana de futebol de mesa começa a se tornar conhecida em todo território nacional.
Para quem não sabe, a regra pernambucana é uma das mais antigas praticadas no Brasil, porém, seu campo de ação ficou restrito ao Estado de Pernambuco, notadamente na cidade do Recife, nos bairros da Boa Vista e da Estância.
Time da regra pernambucana com destaque para o goleirão
Tem como principais características: goleiro cilíndrico; bola de borracha; botões cavados na base; um toque na bola com cada botão; limite de 12 toques coletivos; arremesso lateral lançando a bola com a mão sobre a superfície do botão; movimentação de botões apenas em jogadas executadas; nomes grafados na cava da base; escudos colados ou incrustados na superfície; cores as mais diferentes; tamanhos variando de 33mm a 42mm de diâmetro; altura média de 5,5mm; tempo da partida em 30 minutos divididos em dois tempos de 15 minutos; arbitragem em todos os jogos oficiais; fosso circundando o campo de jogo.
Essas são, pois, as principais particularidades da regra pernambucana, hoje, difundida no seio da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa e também em terraços, garagens e quintais de algumas residências na região metropolitana do Estado.
Bolinhas de borracha fazem toda a diferença com as demais regras
Acessando o link, os interessados terão uma pequena amostragem de como é praticar o futebol de mesa, seguindo a regra pernambucana.
Com toda a vivência no futebol de botões, pode-se dizer, sem medo de cometer injustiça, que o jogo de botões, na regra pernambucana, tem mais semelhança com uma partida de futebol do que as demais regras. Os escores das partidas, as táticas empregadas, as zebras, o estado emocional dos botonistas, a pontuação, a artilharia das competições, a valorização dos botões, a identificação das equipes, o individualismo dos botonistas, tudo isso lembra o mundo do futebol.
Mesmo admirando e praticando o futebol de mesa nas diversas regras existentes, principalmente aqui em Pernambuco, fica a certeza de que a regra da bolinha de borracha é a que exige mais qualidade técnica por parte dos praticantes.
Todas as outras têm suas particularidades e suas virtudes, mas na observação de um leigo que assistiu jogos em várias regras, após ter dito textualmente: "essa regra pernambucana é para quem tem mãos de cirurgião", fica a certeza de que quem pratica bem o futebol de mesa nessa regra, passa a ter grande sucesso nas demais.
Aqui no Recife, temos os exemplos de Armando Francisco Filho, Moisés Pena e Humberto Arruda, todos grandes botonistas, seja em que regra for e que afirmam ter sido de fundamental importância para o sucesso no mundo do futebol de mesa a prática na regra pernambucana, pois exige-se concentração total e muita técnica.
Para comprovar, basta abrir o link e observar. Depois, postem um comentário.
A gratidão é eterna.http://www.youtube.com/watch?v=rzXjNIUcbWE

quarta-feira, agosto 01, 2007

DEPOIS DA TEMPESTADE...

Momento festivo na Associação Pernambucana de Futebol de Mesa
Aos poucos a poeira vai baixando aqui na Associação Pernambucana de Futebol de Mesa. Após um final de campeonato conturbado, os ânimos parecem que estão serenados e corre-se agora atrás, na tentativa de recuperar o tempo perdido. Inicialmente, está sendo anunciada a Copa Recife, com início previsto para o sábado, dia 4 de agosto. Já se inscreveram 14 equipes que lutarão pelo título de campeão da temporada 2007. Foi necessário se adotar um regulamento mais rígido para evitar que fatos desagradáveis, como os acontecidos na temporada passada, voltem a se repetir. Para quem é acostumado a disputar competições, já sabe que a tarefa será bastante árdua, pois é muito difícil evitar que vaidades e interesses outros se sobressaiam ao verdadeiro espírito do evento, lema da Associação, onde o que mais vale é o prazer de competir, dentro do mais puro sentimento ético desportivo. Há um ditado popular que diz: "Uma ovelha ruim põe um rebanho a perder", porém, são nessas horas que a luta tem que ser mais insana ainda, para que minorias não terminem cantando aos quatro ventos que o que interessa na realidade é vencer seja de qual jeito for, desprezando assim valores morais, cada vez mais escassos na sociedade. É duro viver uma realidade assim. Felizmente, ainda estão surgindo, no cenário do futebol de mesa, botonistas que se engajam na causa de um futebol de botões jogado de maneira limpa e divertida, dentro daquele espírito olímpico, onde o importante é competir. Graças a isso é que a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, após a renúncia do presidente Adilson Ribeiro e do afastamento por vontade própria do vice presidente Demil Santos, apesar do abalo em suas estruturas, se refez do duro golpe, mas seguiu em frente, na luta pela preservação do futebol de mesa, notadamente na regra pernambucana, uma das mais belas do esporte de botões. À frente da Associação, estão nomes de peso como os do diretor financeiro José Hércules e do diretor cultural Abiud Gomes, bem assessorados pelo diretor de esportes Adriano Oliveira, que, unidos, não medem esforços para que o jogo de botão, no seio da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, volte aos grandes momentos de sua existência.
Há ainda ressentimentos , mas nada que o tempo não apague. O vento da esperança e da compreensão já bafejam com mais intensidade e novos botonistas começam a surgir, numa clara demonstração de que o futebol de botões, o nosso celotex, vai ainda continuar por muitos e muitos anos. Respira-se paz. A APFM aos poucos vai aumentando seu espaço e, além dos campos da regra pernambucana, hoje, se desfruta de dois campos para os adeptos da regra paulista, mostrando que o convívio entre botonistas, mesmo de diferentes regras, é bastante salutar e que só serve para o engrandecimento do esporte da palheta. Os ranços estão ficando para trás, com o bom senso prevalecendo e com isso quem ganha é o botão, essa maravilhosa modalidade esportiva. Vamos em frente, cada vez mais firmes e fortes. É a sina de qualquer amante desse apaixonante jogo de botões.

domingo, junho 17, 2007

O GATO ESTÁ FORA

Parte do quadro social da APFM
Parece que a rebeldia é a tônica dos que se aventuram na prática do futebol de botões, no âmbito da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa. Bastou que dois membros da diretoria se ausentassem, apenas por poucos dias, por motivo de viagem, para que alguns, ferindo frontalmente a legislação que rege a entidade, agissem por conta própria, como se a associação se tornasse uma "casa-de-mãe-joana" , sem diretoria constituída e normas a serem cumpridas.
Com a ausência de Hércules e Abiud, dois expoentes da APFM e atuais presidentes da Diretoria Executiva e do Conselho de Decanos, respectivamente, um grupo se achou com o direito de programar uma competição, reunindo apenas um número de botonistas que se interrelacionam entre eles. Até aí, nada de extraordinário, porém, esquecem eles que a Associação é constituída de sócios decanos e honoríficos, todos praticamente com os mesmos direitos e deveres. A entidade é democratica e está fundamentada numa irrepreensível conduta ética desportiva. O sócio, desde que consultada a diretoria, através de pedido formal, poderá realizar competições, porém, que não vá de encontro ao estabelecido nos estatutos da APFM, combinado com seu regimento interno. Isso posto, fica claro que qualquer competição somente poderá ser realizada se for aprovada pela Diretoria Executiva e, com antecedência, através de inscrição, com regulamentação elaborada, dando ciência a todo quadro social para que não haja discriminação.
Ocorre, que a competição que teve início no sábado, dia 9 de junho, continuando no sábado 16 de junho, não seguiu os trâmites legais, infringindo assim os estatutos, dando uma clara demonstração de rebeldia.
Espera-se que, a partir de julho próximo, com todo o quadro social advertido para o problema, possa enfim a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa organizar-se novamente, cumprindo assim os preceitos previstos na sua extensa legislação. Estabeleça-se a ordem e a disciplina para que tudo flua na mais absoluta normalidade, sem conchavos e sem discriminação.
Que os sócios da APFM se comportem conscientes de seu papel dentro da instituição e que jamais deixe prevalecer a máxima: "Quando o gato está fora os ratos se banqueteiam". Viva a democracia e o respeito à APFM.

quinta-feira, abril 19, 2007

JOGANDO A TOALHA

Os sonhadores Dinoraldo, Moisés Pena, Abiud e Armandinho

É a pura verdade. O egoísmo exacerbado de muitos, aliado a vaidades incomensuráveis, vem mostrar que não adianta querer transformar o mundo. As pessoas continuarão mais imperfeitas, mais intolerantes, mais irascíveis. É doloroso, porém, verdadeiro.
O futebol de mesa, o nosso sempre tão sonhado futebol de botões, que nos proporcionou momentos alegres e divertidos, não pode e não deve ser jogado de forma competitiva. Tudo tem que ser feito na base da brincadeira. Chega-se a conclusão de que é, na realidade, mais um folguedo que trouxemos dos nossos tempos de criança.
Não adianta criar-se associações com seus estatutos, regimentos internos, normas de conduta, regulamentos de competições, rankings e outras coisas mais.
Ficou mais do que comprovado que nada disso dará certo, por mais seriedade que se possa exigir.
Nós, seres humanos, somos frágeis, desamparados, egoístas, intolerantes, vaidosos, mal-educados, cheios de vícios. Pensamos, apenas, em nós mesmos. Naquilo que irá nos favorecer e aos mais próximos. Não se pensa no coletivo, num futuro promissor. Só se olha o hoje, o agora, com visões no passado, dele só extraindo os fatos que servirão de base para a concretização de objetivos que apenas dêem satisfação a si próprio e aos mais chegados, desde que esses também não venham causar prejuízos a si mesmo. É a cruel e dura realidade.
Esqueçamos, pois, em realizar campeonatos, torneios ou qualquer tipo de competição, pois, por mais que tentemos fazer deles eventos festivos, mas disciplinados e organizados, com regras definidas, onde o objetivo primordial é o congraçamento entre os que deles participam, levando-se em consideração o espírito desportivo que deveria existir dentro que cada um de nós e que, por ocasião da entrega de prêmios, tudo se transformasse em ambiente de festa, observamos que é utópico que isso venha a acontecer, pois sempre existirão as picuínhas, os pobres de espírito, os intolerantes, os egoístas, os vaidosos, os orgulhosos, os ambiciosos, os hipócritas, os falsos amigos, os maus perdedores, os encrenqueiros da vida.
A luta para mudar tudo isso, dentro de nossos sonhos, parecia que era possível. Entendíamos que com o passar do tempo as pessoas iam se modificando, amadurecendo e aprendendo a viver uma com as outras, na mais perfeita harmonia.
Mas, como acontece em todos os sonhos, acorda-se e nos vemos dentro de um mundo real, sem solução. Sentimos, então, uma frustração tamanha dado a nossa fragilidade. Partimos mais uma vez para os vôos da nossa imaginação. Porém, um dia, o amanhecer nos traz um cansaço que nos impede de ainda tentar reunir as nossas forças para um último esforço, simplesmente inútil. É o fim. Chega de sonhos! Joguemos a toalha.

terça-feira, março 20, 2007

NOVA ERA

Hércules, Max e Moisés Pena na luta pelo soerguimento do futebol de botões
Finalmente os campos com fosso chegaram e já foram instalados. A Associação Pernambucana de Futebol de Mesa cumprindo o que determina a regra pernambucana de celotex, depois de muita luta e sacrifício, conseguiu, de uma vez por todas, dotar a sala de jogos com sete campos, todos com fosso. Com isso, o futebol de botões, jogado na regra pernambucana de celotex, torna-se mais competitivo, mais dinâmico, mais inteligente. Uma prova dessa realidade é que os primeiros jogos acontecidos já demonstraram da necessidade de uma maior aplicação por parte dos botonistas. Com a melhoria técnica e tática, as partidas crescem em movimentação e os jogos se tornam sensacionais. Aqui vai um registro especial para o botonista apaixonado e inveterado, José Hércules, que não mediu esforços para a concretização do fato. Contando com a ajuda de Maximino Monteiro e Rubens Junior, num esforço hercúleo (fazendo jus ao nome que tem) conseguiu num prazo recorde deixar em plenas condições a sala de jogos da associação. Agora, a entidade, com força total, parte para organizar os eventos. Em 31 de março, caso seja aprovado pela diretoria executiva, acontecerá a abertura oficial da temporada 2007/2008 com o Torneio do Ranking, competição no sistema mata-mata, reunindo todos os botonistas da APFM e alguns convidados. A exemplo dos anos anteriores, espera-se que o mesmo seja coroado do mais absoluto sucesso. É grande a expectativa, principalmente por tratar-se da primeira competição a ser realizada nos novos campos. Por outro lado, a APFM começa a definir o local de instalação dos campos para atender à regra paulista, dando assim a oportunidade para que mais botonistas utilizem-se do espaço da associação para a prática saudável do futebol de mesa. Superando as dificuldades, a direção da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa vai cada vez mais cumprindo o seu papel de consolidar a prática do futebol de botões longe dos terraços, garagens e quintais, organizando-se de maneira competente, de modo a eliminar possíveis entraves, mesmo sabendo-se que haverá sempre pensamentos conflitantes, mas tendo a certeza de que o bom senso, o sentido ético, a educação desportiva, a obediência às regras e aos regulamentos, a sã camaradagem irão sempre prevalecer, pois esse é o espírito que está imbuído em todos os que fazem a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa. É uma nova era. Uma grande vitória! Parabéns, grande Hércules! Valeu o esforço!

segunda-feira, março 12, 2007

É MUITA PICUÍNHA

E tudo parecia que ia terminar em festa, com o campeonato oficial de 2006, patrocinado pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, sendo decidido num torneio triangular, envolvendo as equipes do Vila Belmiro, de Albertinho, ganhador do 1º turno, do Internacional, de Paulo César Jiquiá, vencedor do 2º turno e do Grêmio, de José Ribamar, que conquistou esse direito por ter somado mais pontos em todo o campeonato. Ledo engano.
Aconteceu o primeiro jogo, no sábado, dia 3 de março de 2007, com a vitória limpa, clara e insofismável do Vila Belmiro, que aplicou 2x0 no Internacional.
Para surpresa geral, Paulo Jiquiá, que ao final da partida parecia reconhecer o valor da vitória do oponente, de repente, ninguém sabe por quem fora orientado, protestou o jogo, alegando que o Vila Belmiro fizera uma substituição sem autorização do árbitro, pois não constava na súmula do jogo, a entrada do botão. Formou-se o tumulto, o ambiente ficou agitadíssimo, principalmente e inexplicavelmente por parte de José Ribamar de Oliveira, diretor técnico do Grêmio, que parecia ser o mais prejudicado, tal a fúria como se expressava a respeito do fato.
Sua atitude talvez tenha explicação como sendo uma tentativa de desestabilizar o técnico da equipe vencedora, já que a seqüência do triangular estava prevista para aquela mesma data.
Na confusão que se formou, a comissão do campeonato, intempestivamente, reuniu-se, sem condições para tal, pois havia indícios que um dos seus membros dera subsídios para o protesto feito pelo Internacional.
Ocorre que o fato não se enquadra em nenhum artigo do regulamento da competição, pois não encontra amparo na regra pernambucana de futebol de mesa, que serviu de base para a realização da competição.
Mesmo assim, a comissão por 2 votos contra um decidiu pela anulação da partida.
Como não houve mais clima para que o triangular fosse sequenciado e que a tranquilidade voltasse a imperar no recinto da associação, a decisão ficou adiada para o sábado seguinte.
No meio da semana, na 5ª feira, dia 8 de março, ainda a poeira não tinha baixado e observava-se que um dos membros da comissão se mostrava irredutível no seu ponto de vista mesmo lhe sendo mostrado que o teor da regra de futebol de mesa não dava direito a que a comissão tomasse decisões que se sobrepusesse à própria regra.
Com isso, no sábado, dia 10 de março, descontente com os comentários, apresentou uma carta de renúncia, afastando-se da associação.
É deveras lamentável esse tipo de acontecimento, pois, o espírito da associação pernambucana é e será sempre o de congregar em seu interior pessoas que se entendam perfeitamente, com o mais elevado sentido ético.
O espaço foi criado para divertimento salutar. As competições existem como forma de motivação, evitando-se o tédio. Porém, esse não é o espírito de alguns poucos que fazem do jogo de botão uma disputa de vaidades e ambições. Nesses não há o espírito desportivo, a sã camaradagem.
Creio que, no fundo, no fundo, para que procedam dessa forma, o problema está na falta de educação desportiva.
Para nós que gostamos do futebol de mesa, que lutamos para conseguir um espaço neutro, onde todos possam estar se divertindo, na maior alegria, junto a pessoas amigas, está sendo terrível ver esses fatos se tornarem rotineiros. Criou-se uma entidade, com estatutos, regimento interno, regra escrita, normas de conduta, tudo na tentativa de organizar-se para crescer e fazer do futebol de botões uma atividade permanente, acessivel a todos, velhos e jovens, livre, independente, honesta e feliz.
Do jeito que a coisa vai, se não houver uma grande reflexão por todos os amantes do futebol de botões, deixando de lado vaidades e orgulho, pode-se assegurar que o sonho de sair dos terraços, quintais e garagens está com os dias contados! Vai ser dureza voltar ao tempo dos faraós, dos dinossauros, onde quem faz a regra é o dono do campo e do pedaço. É muita picuínha!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

PADRE OU PÁDUA

Veteraníssimo Chico Barbosa, um dos maiores botonistas da história do futebol de botões
Eis mais uma historinha do mundo do futebol de mesa. O fato ocorreu no século passado, mais precisamente na década de 50, na rua Montevidéu, palco de grandes acontecimentos mesafutebolísticos. Era a época romântica do futebol de botões, jogado em terraços, quintais e garagens. 
As personagens, todas amigas, alguns até com certo grau de parentesco. O que se via naquela fase de ouro era apenas uma rivalidade, porém, sem rancores. Após as batalhas, reinava um clima de paz e tranqüilidade. Alguns lamentos, é verdade, que depois se diluíam com facilidade e, então, novas pelejas já estavam se realizando. 
Assim era a vida esportiva na garagem do saudoso Aldiro Santos, um dos maiores botonistas do Recife e adepto da regra de celotex da Boa Vista, atual regra pernambucana de futebol de mesa, que adota a bola de borracha e um toque com cada botão, hoje, limitado a doze toques. 
Corria o campeonato e o encontro entre Montevidéu x Boca Juniors era aguardado com ansiedade. Pelo lado do Monte, dono do campo, seu treinador Aldiro tinha passado a semana toda se preparando para o grande embate. Do lado do Boca, Chico Barbosa confiava na precisão de seus chutes de longa distância, principalmente quando eram feitos pelo seu melhor atacante, o craque mais cobiçado da Liga, Sívori, um dos artilheiros da competição. 
Chega o grande dia e a platéia se posiciona para ver o embate mais aguardado daquele campeonato. Arlindo Vilaça, hoje também no Paraíso, assume a arbitragem da partida. Jogo nervoso, com muitas imperfeições e o primeiro tempo com duração de 20 minutos se escoando e nada do gol aparecer. 
Vem a segunda etapa e quando tudo parecia que o confronto terminaria empatado, eis que uma bola é lançada pelo Montevidéu e pára, exatamente na entrada da área, onde dois botões estavam em posição de arremate. Um arriscando o ângulo direito do goleiro e o outro com a mira no ângulo oposto. Sai da boca de Aldiro o clássico sinal de chute: lá, com Padre! 
Prontamente, Chico Barbosa posiciona o goleiro, fechando mais o ângulo direito e após o indefectível “pronto”, fica esperando o desfecho do lance. Aldiro então disposto no lado direito da mesa, dá uma volta no campo e se coloca no outro lado e chuta no ângulo esquerdo e marca o gol que lhe daria o título. 
Chico Barbosa, surpreso, indaga: você mandou colocar para o chute de Padre, mas quem chutou foi Pádua, pois todo mundo sabe que Padre é o botão preto, enquanto que Pádua é cinza! E, aí, como é que fica, Vilaça? 
Aldiro, então, mostrando todas a sua raposice, dando uma tragada profunda no cigarro, contesta: não, senhor! Padre agora é o cinza. Pode ver o nome grafado embaixo do botão. Ontem à noite eu fiz a troca! 
Revoltado, Chico retira-se de campo e Aldiro comemora o título de campeão. 
De resto, o que se sabe é que o episódio, toda vez que é lembrado causa um certo constrangimento no grande amigão Chico Barbosa, mas, a jogada caiu no folclore do botão e, hoje, em quase todas as partidas que são realizadas, quando uma equipe tenta um lançamento, onde haja dois botões para receber a bola em condições de arrematar a gol, é comum ouvir-se: Padre ou Pádua?


segunda-feira, fevereiro 05, 2007

A CACHIMBADA

O velho Rena, árbitro da célebre cachimbada
Eis mais uma historinha dos tempos românticos do futebol de botões. Aconteceu também na década de 50, porém, dessa vez, na casa da mãe do hoje botonista aposentado, Severino Vieira, o popular Biu, o homem da palheta redonda e do seu grande e famoso Vasco da Gama, de Cerejeira, Barrabás & Cia. 
O jogo envolvia o Montevidéu, do saudoso Aldiro Santos e o Real Madrid, do não menos saudoso Arlindo Vilaça. Aldiro, o rei da catimba, era fumante inveterado e gostava de dar imensas tragadas. Dizia-se, a boca miúda, que, com essas tragadas, ele conseguia desviar a direção da bola e, com isso, dificultar a ação ofensiva dos adversários. 
Como não abandonava o vício, quem jogasse contra o Monte se transformava em fumante passivo, além de ver que a bolinha de borracha, de vez em quando mudava de curso. 
Não adiantava a chiadeira, pois o velho Aldiro não estava nem aí para o problema. – Isso é onda! Jogue botão que você ganha! E desfiava uma série de impropérios. 
Nesse dia, quando estava em jogo a liderança do campeonato, a partida já se encaminhava para o seu final e o empate de 2x2 parecia ser o resultado definitivo do embate. De repente, Vilaça consegue realizar um ataque que poderia redundar em gol. Um simples lançamento para um dos quatro atacantes bem colocados fatalmente levaria para uma conclusão quase perfeita e a possibilidade de vitória. 
Tem prosseguimento o lance e a bola desliza mansamente na superfície do campo. Aldiro, então, dá uma das célebres tragadas no cigarro e o que se viu depois foi que a bolinha que parecia que iria parar em posição de chute, segue mais um pouquinho, tirando toda a chance do Real Madri de pelo menos tentar o gol. 
Vilaça, com seu jeito calmo, pede então para que o árbitro, René Cezar, interrompa a partida pois estava se sentindo mal. De imediato, o jogo foi paralisado e Arlindo Vilaça vai para o interior da casa. Três minutos depois, retorna para o local da partida, portando um cachimbo, desses rústicos, usado pelos sertanejos e que pertencia a mãe de Biu. 
O jogo é reiniciado e a posse de bola vai para o Montevidéu que resolve fazer um lançamento para o campo adversário. Quando parecia que a bola ia parar próxima a área do Real Madrid, eis que Vilaça dá uma tremenda cachimbada que levantou uma nuvem de fumaça e impregnou toda a sala com o cheiro insuportável de fumo de rolo, fazendo também com que a bola retornasse, com toda a velocidade, para o campo do Montevidéu. Todo mundo ficou pasmo e a partida não teve mais clima para ir até o fim.


quarta-feira, janeiro 31, 2007

I TORNEIO CHIFRONÉSIO DO RECIFE

Albertinho e sua Vila Belmiro, o melhor do Chifronésio
E não deu outra. Aproveitando a excelente fase que atravessa, a equipe da Vila Belmiro, paletada por Carlos Alberto, o famoso Beto Sacolinha, sagrou-se, de forma insofismável, campeã do I Torneio Chifronésio do Recife, na regra pernambucana, patrocinado pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa.
A competição reuniu treze equipes, constituídas, única e exclusivamente, por botões de chifre.
Foram doze rodadas, por pontos corridos e, no final, a equipe alvinegra da Vila Belmiro, após um início claudicante, com duas derrotas surpreendentes, soube reagir e chegou aos 26,1 pontos ganhos, no topo da tabela.
Na última rodada, disputada no sábado, dia 27 de janeiro de 2007, aconteceu a grande decisão do torneio, quando se enfrentaram o time da Vila e o Milan, de Tuca Oliveira, que até então estava invicto na competição, precisando apenas da vitória para sagrar-se campeão do Chifronésio.
Com arbitragem de Adilson Ribeiro, o melhor árbitro da APFM, com direito a medalha por ter apitado a maioria das partidas, o jogo foi disputado num clima tenso, com as duas equipes bastante nervosas, porém, com o passar do tempo, a equipe da Vila se impôs e acabou vencendo por 2 x 0.
A perda da invencibilidade levou o Milan para a 4ª colocação. O vice campeonato ficou com o time do Santa Cruz, de Armandinho, após bater o São Paulo, de Max Monteiro, por 4x3, numa batalha duríssima. Na outra partida, também disputada de forma dramática, o Botafogo, de Marcos Silva, desfrutando do melhor ataque e do artilheiro do Torneio, ainda bem que tentou uma reação ante a impetuosidade do Internacional, de Paulo Jiquiá. Terminando o primeiro tempo com o placar adverso de 3x0, chegou ao empate, mas no finalzinho foi traído por um gol espírita do Colorado.
Com isso, quem agradeceu penhoradamente foi o time do Durango, de Abiud Gomes, que se viu alçado à 3ª colocação, com direito a medalha e tudo. O Botafogo ficou no quinto lugar, consolado por ter conquistado as medalhas de melhor ataque (30 gols) e de artilheiro do torneio(Marcelo Rossi, com 9 gols).
Na 6ª posição, o Santos, de Adilson Ribeiro, que teve a melhor defesa, com apenas 7 gols sofridos, também com direito a medalha.
Segue-se, pela ordem, o Internacional, de Paulo Jiquiá, São Paulo, de Max Monteiro, Corinthians, de Adriano Oliveira, Pelotas, de Dinoraldo Gonçalves, Egipiciense, de José Hércules, Marília, de Rubens Junior e, segurando a lanterna, o Itacuruba, de Alexandre Freitas.
Com esse grande feito, o botonista campeão Carlos Alberto agora ocupa o primeiro lugar no ranking de entrada (ranking anual), ultrapassando a Abiud Gomes que durante todo o ano de 2006 vinha ocupando o topo do ranking.
Valeu, Beto Sacolinha! A vitória foi merecidíssima!

terça-feira, janeiro 16, 2007

CACHIMBO DA PAZ


E a paz parece voltar a reinar no futebol de mesa pernambucano. Ainda não será dessa vez que vai acontecer a fusão das regras, nem a filiação de entidades à Federação Pernambucana de Futebol de Mesa, mas o que se observa é que as regras de convivência estão mais para a pacificação do que para a guerra.
A Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, com sua regra pernambucana, abre um pequeno espaço para a implantação da regra paulista, disponibilizando dois campos para os adeptos da bola-de-feltro.
É sem dúvida um grande passo que se dá para a união dos botonistas recifenses.
As picuínhas estão sendo deixadas de lado e fica a certeza de que o grupo escolhido para a implantação do núcleo da regra paulista tudo fará para que o empreendimento seja um sucesso. Abiud Gomes, Alexandre Freitas e Moisés Pena estão a frente do destino da Regra Paulista, se bem que, dos três, apenas dois deles gostam e jogam seguindo essa regra. O diretor cultural da APFM, Abiud Gomes, mesmo não sendo praticante de jeito nenhum de futebol de mesa seguindo a regra paulista, é botonista inveterado e interessadíssimo em fazer cumprir os estatutos da associação que ajudou a fundar, onde está previsto a ocupação dos espaços por adeptos das principais regras, pois o objetivo maior quando da criação da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa era o de reunir, em suas dependências, o maior número possível de botonistas, independente de regras que praticassem.
O espírito é o de perpetuar o futebol de mesa, com oficinas que permitam o surgimento de novas gerações de botonistas, mesmo sabendo-se da luta desigual e desumana neste mundo cibernético.
É com essa disposição e garra que o núcleo de futebol de mesa da regra paulista irá atuar, sem esmorecimento. A inauguração do espaço está previsto para o mês de março, quando começa a nova temporada mesafutebolística da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa.
Até lá, só nos resta prepararmos para esse que será mais um grande evento na capital brasileira do futebol de botões.

sexta-feira, novembro 10, 2006

A ESSÊNCIA DA REGRA PERNAMBUCANA

A regra dos verdadeiros botonistas (Regra Pernambucana de Celotex)
Está aí uma tecla que eu pensava que não iria mais tocar, pois julgava que qualquer regra de futebol de mesa é e será sempre bem-vinda. Que o que valia mesmo é praticar o futebol de mesa.
Acontece que estive vendo jogos e mais jogos nas mais diferentes e absurdas regras e, não me contendo, cheguei a uma única conclusão: nós, da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, somos, na realidade, os verdadeiros botonistas do Brasil. O resto brinca de jogar botão, tal a puerilidade como se divertem.
Analisando a regra paulista, vê-se que a mesma é de uma simplicidade tremenda. Quase não se vê tática ou técnica. O que vale é a eficiência nos chutes a gol, o que se consegue através de muito treinamento. O grau de dificuldade é quase nenhum. Em cada jogada, a movimentação dos botões é muito pequena e mais de 70 por cento permanecem inertes, somente fazendo a figuração.
Na regra baiana, a sonolência é grande e somente quem já está há bastante tempo enraizado nela é que sente alguma vibração. O leigo ou um verdadeiro botonista se entediam facilmente e creio que dificilmente ficarão até o fim de uma partida. O mérito está apenas no intercâmbio proporcionado, com novas amizades concretizadas durante as competições.
O dadinho é terrível. É brincadeira de criança. É jogo para pais e filhos. É o futebol de mesa quadrado!
Aqui no Recife há outras regras que não vale a pena comentar, pois, pela pouquíssima complexidade, é de uma pobreza total. Equivale, mal comparando, com jogos existentes na revistinha da mônica ou nos "estrelões" da vida.
Enfim, o futebol de botões, na sua essência, como um jogo que lembra uma partida de futebol, com movimentação de botões, táticas, técnicas, esquemas, gols, artilheiros, arbitragem, excelentes campos, cronometragem, bola esférica de borracha, somente ocorre quando praticado seguindo à regra pernambucana de celotex.
Não vale polemizar, pois o que for dito contra não passa de intriga da oposição. É de quem, na infância, apenas brincou de jogar botão. A prova está aqui, no Recife. Venham ver!

quinta-feira, outubro 19, 2006

PERNAMBUCO E A REGRA DE 12 TOQUES

Armando Filho, o grande nome de Pernambuco nos 12 toques e Humberto Securão, o cobra do disco
Terminado o campeonato brasileiro de futebol de mesa na modalidade 12 toques, realizado em Socorro - São Paulo, observa-se que a representação de Pernambuco obteve um resultado muito fraco, conseguindo apenas um título de campeão individual na Série Master Bronze, com Armandinho que, acredito, seja o único representante do Estado com chances reais de conseguir medalhas e troféus, como acabou acontecendo. Infelizmente, a regra de 12 toques ainda é pouco difundida aqui no Estado, notadamente no grande Recife e falta um maior esmero por parte daqueles que a praticam. Futebol de mesa competitivo não é apenas jogar por jogar. Tem que haver uma preparação muito intensa e uma completa dedicação por parte dos botonistas que participam de competições. A rigor, temos, hoje, aqui no Recife, dois ou três atletas, no máximo, que possam, na realidade, dignificar o nome do Estado, projetando-o no Brasil, como força no futebol de mesa. Vale a pena dizer que aqui em Pernambuco joga-se botão das mais diferentes maneiras, porém, com pouquíssimas competições e quase nenhum intercâmbio. Exceção apenas com a regra baiana, mas mesmo assim, exceto Humberto Securão, que tem se revelado um excelente botonista, os demais, no âmbito regional, não passam de coadjuvantes. Por outro lado, por não haver praticantes em outros estados, os adeptos da regra pernambucana se isolam cada vez mais e dificilmente aparecem caras novas. Qual seria a solução para melhorar os resultados?
Creio que a resposta passa pela existência de uma federação mais atuante, que deixando de lado vaidade e soberba possa congregar em torno de si as mais diversas categorias de botonistas, nas mais variadas regras. A missão é difícil, quase impossível, principalmente quando se sabe que a maioria dos amantes e praticantes do futebol de mesa já estão numa faixa etária acima dos cinquenta anos. É preciso, pois, um trabalho de muita paciência e perseverança, sem querer impor condições, mas argumentando, mostrando os prós e contras, os objetivos a serem atingidos e por aí vai... Assim, Pernambuco poderá um dia sair dessa situação de mero participante de competições nacionais, passaando a ser aplaudido ao invés de somente bater palmas. É isso aí, galera botonista!

terça-feira, agosto 29, 2006

VILA ARRANCA PARA O TÍTULO

Vila Belmiro, de Beto Sacolinha, conquista o 1º Turno

E termina o primeiro turno do Campeonato Oficial de 2006, patrocinado pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, com a equipe do Vila Belmiro Celotex, sob a palheta de Carlos Alberto Santos, o irmão Albertinho, sagrando-se campeã, com um aproveitamento de 84,88%, frutos de 12 vitórias e 1 empate, tendo sofrido apenas duas derrotas. Foi um feito memorável que credencia a equipe peixeira do Ypiranga para as disputas finais, quando então será decidido o campeonato. O primeiro passo já foi dado. Para o segundo turno a luta promete ser mais árdua ainda, pois equipes fortíssimas irão participar dessa segunda etapa. O Botafogo, de Marcos Bundão, juntamente com o Internacional, de Paulo Jiquiá, se somarão às equipes do Náutico, de Abiud Gomes, do Santos, de Adilson Ribeiro e do Grêmio, de José Ribamar, para barrarem as pretensões do time de Beto Sacolinha. Correndo por fora, o Ajax, de Cláudio Lucena e o Hércules, de José Hércules, bem como o Porto, de Dinoraldo Toyota, também poderão surpreender. Vale também salientar os retornos do Fluminense, de Flávio Azevedo, o Muriiilo, com o fenomenal Asprilla, do Toulon, de Vandré, do Milan, de Tuca e da Lázio, de João Paulo Fofão.. Como novidade, aparece o Vitória de Guimarães, de José Azevedo Neto, fazendo o "debut" em competições oficiais. Assim, o 2º turno promete ser sensacional. Acredita-se até na possibilidade de um supercampeonato, pois caso o Bota ou o Inter conquiste essa etapa do campeonato, dará margem a que uma terceira equipe que esteja melhor pontuada em toda a competição entre na disputa do título, juntamente com os campeões de cada turno, num triangular final. Vai ser fogo! Quem viver, verá!

segunda-feira, agosto 07, 2006

VEM AÍ O I CHIFRONÉSIO DO RECIFE

Quadro social da APFM vivendo a expectativa do I Chifronésio do Recife
E a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, como sempre na luta pelo resgate das tradições celotexistas, vai promover, a partir de setembro próximo, o I Torneio Chifronésio do Recife, na regra pernambucana, constituído, única e exclusivamente, de times de chifre.
Atualmente, as equipes se apresentam em quase sua totalidade com botões de resina acrílica, porém, são muitos os botonistas que ainda possuem times de chifre, com participações esporádicas.
Para se ter uma idéia, o Grêmio, de José Ribamar de Oliveira, juntamente com o Ajax, de Cláudio Cândido, são as únicas equipes que disputam competições oficiais da APFM, utilizando-se de botões de chifre, num universo de 20 botonistas.
Pela receptividade da idéia, há prenúncio de que o torneio será realmente sensacional. A expectativa é enorme e acredita-se num grande número de inscritos.
O mais importante é que o evento deverá ocupar o horário vespertino do sábado, com jogos se iniciando às 12h30, indo até às 16h00. Também, vale alertar que os campos onde acontecerão as disputas serão os dotados de fosso, que é o tipo padrão da APFM.
Portanto, resta torcer para que setembro chegue logo e que a competição alcance o êxito que se espera. É bom ir logo treinando para fazer bonito!

sexta-feira, julho 21, 2006

NOVOS CAMPOS

José Hércules, o grande herói do celotex pernambucano
Afinal a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, cumprindo o que determina a regra pernambucana de celotex, resolve adotar os campos com fosso para a prática do futebol de botões. Com isso, o jogo torna-se mais dinâmico e muito mais técnico, evitando-se o bate-rebate dos botões nos choques com as tabelas. Louve-se o empenho de José Hércules, que juntamente com Max Monteiro, conseguiu confeccionar dois excelentes campos de futebol de mesa. O ideal é dotar a Associação com pelo menos seis campos com fosso, o que daria sobremaneira para realizar todas as competições a serem programadas ainda para este ano. Está previsto agora para agosto, além do 2º turno do campeonato oficial, o Torneio "Chifronésio" (somente com times de botão de chifre), o campeonato de aspirantes (com lançamento de times novos). Atualmente, os jogos estão sendo realizados nos campos antigos, semelhantes aos utilizados para a regra paulista, porém, tão logo se encerre o primeiro turno do campeonato oficial, todas as demais competições oficiais deverão ser realizadas nos campos padrão. É o futebol de mesa, na regra pernambucana, cada vez mais competitivo. Valeu a pena, tanto esforço! Parabéns, Hércules, o grande herói do celotex de Pernambuco.

terça-feira, junho 20, 2006

A COPA DO MUNDO É DA INGLATERRA

Paulo Jiquiá (Inglaterra), Abiud (França), Dinoraldo (Holanda) e Max (Suiça), os grandes finalistas do Torneio "Copa do Mundo dos Botões"
E a Copa do Mundo dos Botões, patrocinada pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, chegou ao fim, com o selecionado da Inglaterra, sob a palheta de Paulo Jiquiá, de forma incontestável, após uma renhida luta contra a França, de Abiud Gomes, conquistando o título de campeão do mundo, pela primeira vez na sua história. Foi um espetáculo bonito, assistido por um público que saiu satisfeitíssimo com o que presenciou. Um jogo limpo, bem disputado, vencido na prorrogação, graças a um gol espetacular, marcado por George Hurst, centro avante inglês, que entra definitivamente na história do futebol de mesa, jogado obedecendo à regra pernambucana de celotex, tida e havida como a mais bela e mais difícil de ser praticada. A competição, no geral, primou pela organização, prevalecendo sobremaneira o espírito desportivo dos participantes. Numa escala de 0 a 10, o evento merece a nota 8,50. Como único aspecto negativo tivemos o não comparecimento de três botonistas que haviam confirmado suas participações, porém, somente avisando da impossibilidade de estarem presentes praticamente em cima da hora, não dando tempo para que outros botonistas interessados pudessem ser convidados a participar daquele que é considerado o maior acontecimento mesafutebolístico de Pernambuco. Méritos para a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa que tem demonstrado saber organizar com absoluto sucesso competições de grande porte, primando sempre pela ordem, disciplina, fiel cumprimento dos regulamentos, sem privilegiar quem quer que seja. O lema é e será sempre: que vença o melhor!. Paulo Jiquiá está de parabéns pela brilhante conquista do Torneio Copa do Mundo dos Botões. Foi de fato o melhor do Torneio. Abiud Gomes, também, merece as congratulações pelo vice-campeonato, mostrando que é ainda um botonista de excelente nível, chegando pela segunda vez consecutiva a uma final de Copa do Mundo e, coincidentemente, derrotado pelo mesmo escore de 2x1, com a vitória somente surgindo na prorrogação. Na disputa do 3º lugar, a Holanda, de Dinoraldo Gonçalves, também com uma excelente atuação na competição, venceu à Suiça, de Max Monteiro, aplicando-lhe o placar de 4x1, com o botão Ruud Kroll marcando 3 gols e tornando-se o artilheiro do Torneio. Fechando a goleada, marcou Jansen, enquanto que o meia Secretário fez o ponto de honra dos suiços. Um registro especial vai para Adilson Ribeiro, o melhor árbitro da Copa do Mundo, com atuações seguras e imparciais. A conquista da Copa do Mundo valeu para Paulo Jiquiá cinquenta pontos no ranking da APFM, cabendo a Abiud Gomes, pelo vice campeonato, 25 pontos. Dinoraldo Gonçalves, com o 3º lugar, fez jús a 10 pontos e Max Monteiro, com a 4ª colocação, atingiu 5 pontos. Os botonistas Armando Francisco Filho, José Hércules Leite, José Ribamar de Oliveira e Vandregíselo Meneses, por terem ficado em 5º, 6º, 7º e 8º lugar, respectivamente, fizerem jus a três pontos, cada. Adilson Oliveira, Marcos Meneses, Marcos Silva, Claúdio Sandes, Clóvis Sandes, André Lima Santos, Adriano Oliveira, João Antonio Ribeiro, Juliano Ribeiro, Eudes Ferreira (Zig-Zig), Demil Santos, Carlos Alberto dos Santos, Bruno Monteiro Rosa, Antonio Iomar (Tuca), Leonardo Gonçalves e Rubens Junior, que participaram desse grande acontecimento e que conquistaram pontos na competição fizeram jus a 1 ponto, cada. Por sua vez, Alexandre Freitas, Akiles Custódio, Álvaro Patrício, Nice Patriota, Valdomiro Bidinho e mais Toninho Oliveira, Leandro Paz e João Paulo Fofão, não marcaram nenhum ponto para o ranking, por não terem conseguido pontuar no evento. A ordem agora é ir se preparando já para a próxima Copa do Mundo dos Botões, em 2010. Que viva o botão!

segunda-feira, junho 12, 2006

FRANÇA X INGLATERRA, A GRANDE FINAL

Abiud Gomes (França) e Paulo Jiquiá (Inglaterra), na grande final
E a Copa do Mundo dos Botões, o maior acontecimento mesafutebolístico de Pernambuco chega ao seu grande final, neste sábado, dia 17 de junho, rememorando a Guerra dos 100 anos: FRANÇA X INGLATERRA. Quem arrisca um palpite? De um lado os "bleus", sob a palheta de Abiud Gomes, com toda a sua experiência. Do outro, os "saxões" sob o comando do impetuoso Paulo Jiquiá. Para chegar a esse momento, tanto os franceses, como os ingleses foram derrotando um a um seus adversários. A França derrotou na fase de classificação os suiços, de Max Monteiro, por 2x0; venceu também a seleção de Togo, de Bruno Aritana, por 3x0 e empatou, quando já estava garantido no primeiro lugar do grupo, com a seleção da Coréia do Sul, de Rubens Junior, por 2x2. Nas oitavas de final, a França goleou a Espanha, de Leonardo Gonçalves, aplicando-lhe o placar de 4x0. A Inglaterra, por sua vez, encontrou certa dificuldade para romper a retranca do Equador, de Eudes Zig-Zig, vencendo-o por 2x1. Avançando para as quartas-de-final, a França derrotou o Japão, de Vandré Meneses, com um magro 1x0, enquanto a Inglaterra, num duelo de titãs, venceu ao Irã, de José Ribamar, por 3x2. Nas semifinais, a França consegue mais uma vitória de 1x0, dessa vez sobre a Holanda, de Dinoraldo Gonçalves e a Inglaterra passa fácil pela Suiça, de Max Monteiro, vencendo-a por 3x1. O grande embate que apontará o campeão do Torneio "Copa do Mundo dos Botões", patrocinado pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, na regra pernambucana, está previsto para começar às 12h30. Antes, às 11h30 acontecerá a decisão pelo terceiro lugar envolvendo os selecionados da Holanda e da Suiça, em outra fantástica disputa. Após os jogos, haverá a solenidade de encerramento com a entrega dos troféus e medalhas e, também, com os comes e bebes.

quarta-feira, maio 31, 2006

E A COPA DO MUNDO ARREBENTA!

Adilson (Argentina), Paulo Jiquiá (Inglaterra) e Marcos Silva (Portugal), forças do celotex para vencer o Torneio Copa do Mundo dos Botões
E teve seqüência neste sábado, dia 27 de maio, o Torneio Copa do Mundo dos Botões, patrocinado pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, obedecendo à regra pernambucana de celotex. Praticamente, não houve surpresas e as seleções julgadas favoritas conseguiram a classificação para as oitavas de final. No Grupo A, a Alemanha, sob a batuta de Marcos Cardoso, conseguiu chegar fácil ao primeiro lugar, vencendo ao Equador, de Eudes Zig-Zig, por 1x0 e derrotando por WxO às seleções da Polônia e da Costa Rica. Infelizmente, Toninho Oliveira e Leandro da Paz que representariam essas duas seleções não puderam comparecer ao evento. No Grupo B, a Inglaterra, de Paulo Jiquiá, mostrou toda a sua força, vencendo seus compromissos sem sofrer nenhum gol. 1x0, no Paraguai, de Alexandre Freitas; 3x0, em Trinidad Tobago, de João Antonio e 4x0, na Suécia, de José Hércules, que ficou com a segunda vaga. Pelo grupo C, a Holanda, de Dinoraldo Gonçalves, ficou com a primeira posição, obtendo duas vitórias, sendo uma contra a Costa do Marfim, de Juliano Ribeiro, aplicando-lhe o escore de 3x1, e a outra frente à Servia e Montenegro, de Akiles Custódio, pelo placar de 4x2. O empate de 2x2 contra a Argentina, de Adilson Ribeiro, lhe garantiu o topo da tabela, enquanto os portenhos ficaram com a segunda vaga. No Grupo D, o chamado grupo da morte, o Irã, de José Ribamar conseguiu uma difícil vitória na primeira partida, quando enfrentou a seleção mexicana, de Alvaro Patrício e, no último minuto, marcou o gol da vitória por 4x3. Contra Portugal, de Marcos Silva, o Irã empatou em 1x1 e classificou-se como líder do Grupo ao vencer a seleção de Angola, de Clovis Sandes, por 3x0. No Grupo E, não houve surpresas, com a classificação da Itália, de Albertinho e dos Estados Unidos, de Demil Santos. A seleção de Gana, de Adriano Oliveira, resistiu o quanto pode, porém, não evitou a desclassificação. A República Tcheca, de João Paulo Fofão, preferiu ficar em Maranguape, não comparecendo aos jogos e perdendo por WxO. No Grupo F, o Brasil, de Armando Filho, deu um susto no início, quando empatou com a Croácia, de Tuca Oliveira, em 1x1, mas depois aplicou uma tremenda goleada de 7x0 em cima do Japão, de Vandré Meneses, assustando o time da Austrália, de Nice Patriota que preferiu refugiar-se em Petrolina. Mesmo com a goleada, o Japão vai para as oitavas de final, pois venceu à Croácia, por 2x0. O Grupo G ainda não está definido, o que acontecerá no sábado, dia 3 de junho, após a realização dos jogos França x Togo; Coréia do Sul x Suiça e França x Coréia do Sul. A França, de Abiud Gomes, leva ligeiro favoritismo pois venceu o primeiro jogo contra a Suiça, de Max Monteiro, pelo placar de 2x0. A outra vaga deverá ser decidida pela própria Suiça e pela seleção de Togo, de Bruno Aritana. As chances da Coréia do Sul, de Rubens Jr, são diminutas, pelo futebol de mesa que apresentou na derrota para Togo, por 1x0. Finalmente, pelo Grupo H, a Tunísia, de André Lima Santos, ganhou seus três jogos e classificou-se tranquilamente. A segunda vaga ficou com a surpreendente Espanha, de Leonardo Gonçalves. A Arábia Saudita, de Cláudio Sandes e a fraca Ucrânia, de Valdomiro Bidinho, já deram adeus ao torneio. Agora vem as oitavas de final e a guerra promete!

domingo, maio 21, 2006

COPA DO MUNDO DOS BOTÕES

Destaque para a presença feminina no mundo do futebol de mesa
E começou a guerra! A Copa do Mundo dos Botões, na regra pernambucana de celotex, teve início nesse sábado, dia 20 de maio de 2006, na Associação Pernambucana de Fuebol de Mesa. Das trinta e duas seleções inscritas, infelizmente, três não compareceram à rodada inaugural e com isso foram desde já excluídas do maior acontecimento mesafutebolístico do Recife. Pode-se destacar o retorno de botonistas que há muito se encontravam afastados do mundo do futebol de mesa. Foi bom ver os irmãos João Antonio e Juliano, Álvaro Patrício, André Lima Santos, Vandré Meneses, Eudes Zig-Zig, Clóvis Sandes, de volta às mesas de botão. Porém, o fato mais marcante foi a presença feminina na Copa, pela primeira vez na história do futebol de mesa. Nice Patriota, esposa do diretor de esportes da APFM, representando a seleção da Austrália, torna-se a primeira mulher a participar de um torneio oficial no mundo do celotex do Recife. Só isso bastaria para o brilhantismo da competição, mas a seriedade com que os botonistas estão se empenhando nos jogos, mostra que essa Copa do Mundo de 2006 ainda vai dar muito o que falar. Na primeira rodada da fase de classificação, quase não houve surpresas. O único resultado que causou certa estranheza foi o empate de 1x1, na estréia do favorito Brasil, de Armandinho, contra a Croácia, de Tuca. Os cabeças de chave, exceto a Arábia Saudita, de Cláudio Sandes, confirmaram seus favoritismos e partem céleres para a classificação para as oitavas de final, quando então a porca vai torcer o rabo. No sábado, dia 27 de maio o torneio vai ter seqüência, com os jogos das 2ª e 3ª rodadas e aí teremos as 16 equipes que continuarão na luta pelo cobiçado título de campeão do mundo. É isso aí, gente! Viva o botão!

segunda-feira, abril 03, 2006

TORNEIO DA HARMONIA

Moisés Pena recebendo de Rubens Junior o prêmio pela conquista do Torneio Harmonia
Já está virando rotina! O Paulistano, de Moisés Pena, continua com sua superioridade técnica ante os adversários. Basta participar de uma competição para provar que é de fato e de direito o melhor botonista em atividade na regra pernambucana. Desta vez foi no Torneio da Harmonia, evento patrocinado pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, no mês de março, num dia festivo, coincidindo com as eleições internas para escolha dos novos dirigentes da APFM. Inscreveram-se 16 equipes para esse mata-mata sensacional que culminou com a vitória dos amarelos vietcongs de San Martim. Na partida final, frente ao Santa Cruz, de Armando Filho, após sair em desvantagem, o Paulistano se recompôs no 2º tempo e virou o placar, que terminou em 3x2 e, consequentemente, conquistando o troféu, que lhe valeu também 20 pontos no ranking. Armando Filho, com o Santa Cruz como vice campeão, ganha também um troféu e soma mais 10 pontos no ranking. Na disputa pelo 3º lugar, o Santos, de Adilson Ribeiro venceu ao Olimpique Lyon, de Alexandre Freitas, aplicando-lhe o escore de 2x0. No final, haja comemoração e tudo terminou em festa, na mais perfeita harmonia. Viva o botão!

sexta-feira, março 31, 2006

VOTO ABERTO

Visão interior da sede da APFM
E o apaixonante jogo de botões continua com as cismas e intrigas de antigamente. Aqui no Recife, só agora é que o futebol de mesa está começando a se afastar dos quintais, terraços e garagens, porém, devido à infinidade de regras, os espaços são frequentados por números pouco expressivos de botonistas. A renovação é quase nenhuma. Os que se dedicam ao jogo de botões, em quase sua totalidade, já estão na terceira idade. Uni-los num só espaço está totalmente fora de cogitação, pois diz o velho adágio: "cachorro velho não aprende truque novo". Querer que botonistas já arraigados com uma maneira de jogar parta para novo aprendizado é simplesmente pedir demais. As regras são muito diferentes entre elas. Numa visão crítica, pode-se afirmar que a regra paulista, com a bola de feltro, pelas suas características, atrai mais o público jovem, que quer ver resultados imediatos, tão grande é a impaciência em raciocinar e demonstrar maior habilidade técnica. Da mesma forma é a regra do dadinho, invenção carioca, como sempre irreverente. A regra baiana, dissertada pelos apaixonados praticantes, como o xadrez do botão, é tida como sonolenta demais para um leigo que a observa pela primeira vez. Outras menos votadas não merecem nem ser criticadas tal a puerilidade delas. Resta, pois, a regra pernambucana, a que é praticada aqui no Recife por um grupo que se destaca não só nas competições afetas a ela, mais que, quando enveredam pelas outras, consegue ter sucesso imediato, numa demonstração de que seus praticantes são, quer gostem ou não, os mais hábeis e os mais técnicos. O futebol de mesa apresentado através da regra pernambucana é de uma dinâmica que impressiona. Cada jogo é uma história. Os escores são os que mais se aproximam em termos comparativos com o futebol association. Mexe com a emoção. 
Brevemente, estará sendo lançado na internet um filme mostrando ao Brasil inteiro os principais fundamentos da regra pernambucana. Espero com isso que os comentários que possa vir receber sejam identificados, para poder então trocar idéias e, quem sabe, aprender mais alguma coisa. O que não se aceita é o anonimato, seja para que fim for.
As portas estarão sempre abertas para um diálogo franco, aberto e civilizado. Meu voto sempre é em aberto, sem ódio e sem medo. Viva o botão!

quarta-feira, março 29, 2006

NOVAS METAS

Abiud Gomes, Presidente do Conselho de Decanos, ladeando Adilson Ribeiro e Demil Santos, Presidente e Vice Presidente da APFM, respectivamente
Com o fim das eleições e a consequente vitória da Chapa Harmonia, a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa passa a viver novos desafios. E a luta já foi iniciada com o resgate de botonistas que tinham se afastado da associação por não reunirem condições financeiras para pagamento da mensalidade social.
Criou-se a categoria de sócio especial que isenta o associado do pagamento da mensalidade social enquanto o mesmo estiver sem recursos para tal fim. Nessa nova categoria, o associado pode participar de torneios e campeonatos, porém, não terá direito ao uso da palavra nas assembleias, nem poderá votar seja para o que for.
Outra meta que brevemente deverá ser alcançada por esta nova gestão é a do aumento do número de campos, sendo que dessa vez os mesmos, seguindo o que prescreve a regra pernambucana, serão dotados de fossos, fazendo com que o jogo de botão mude completamente sua estratégia.
Já se diz a boca pequena, num estudo comparativo com as outras regras, estabelecendo-se um parâmetro com os níveis de aprendizado,que a regra pernambucana equivaleria ao ensino universitário, cabendo à regra paulista o ensino fundamental e à baiana, o ensino médio. Se fizermos uma analogia com a universidade, a regra pernambucana é o doutorado, enquanto a baiana é o mestrado e a paulista equivale ao curso acadêmico, o bacharelado.
E assim a nova diretoria executiva espera melhorar mais e mais o futebol de mesa, mostrando para todo o Brasil que a regra da bola de borracha, do goleiro cilíndrico vai continuar crescendo cada vez e se distanciando dos terraços, quintais e garagens. Viva o botão!

quinta-feira, março 16, 2006

ELEIÇÕES/2006

Os "irmãos securinhas" Adilson Ribeiro e Marcos Cardoso, mandatários da APFM
A Associação Pernambucana de Futebol de Mesa prepara-se mais uma vez para eleger os membros da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal e que, desta vez, ficarão responsáveis pelo destino da agremiação durante o biênio 2006/2007. As chapas concorrentes, após vários entendimentos, ficaram assim constituídas: a) Diretoria Executiva (Chapa Harmonia); Presidente: ADILSON JOSÉ DE SÁ RIBEIRO; Vice Presidente: DEMIL GOMES DOS SANTOS; Diretor Financeiro: JOSÉ HÉRCULES LEITE; Diretor de Esportes: CARLOS ALBERTO DOS SANTOS e ADRIANO JORGE GOMES DE OLIVEIRA; Diretor Cultural: ABIUD FERREIRA GOMES; Diretor Social: CLÁUDIO ALVES SANDES. b) Chapa para o Conselho Fiscal; Presidente: MARCOS JOSÉ DE MENESES CARDOSO; Membros Efetivos: DINORALDO JOSÉ DOS SANTOS GONÇALVES e VALDOMIRO BEZERRA GUIMARÃES; Membros Suplentes: MOISÉS JOSÉ GOMES PENA e MAXIMINO FRANCISCO PINTO MONTEIRO ROSA. O pleito acontecerá no próximo dia 25 de março, com a votação começando às 09h00 e o encerramento previsto para às 14h00. Após a votação, de imediato haverá a apuração dos votos e na seqüência a proclamação dos eleitos e a posse nos cargos. A Comissão Eleitoral está formado pelos sócios decanos ABIUD FERREIRA GOMES, ADILSON JOSÉ DE SÁ RIBEIRO e JOSÉ HÉRCULES LEITE. Terão direito a voto todos os sócios da APFM que estiverem rigorosamente em dia com o pagamento da mensalidade social referente ao mês de fevereiro de 2006 (pagamento efetuado até o dia 5 de março de 2006, inclusive). Numa análise superficial das chapas concorrentes, verifica-se que praticamente não houve mudanças significativas nos nomes que irão comandar o destino da Associação. Portanto, a única mudança mesmo ocorre apenas na presidência da diretoria executiva, pois o presidente ARMANDO FRANCISCO DA SILVA FILHO, que comandou por 4 anos a Associação, passou a divergir do pensamento dos demais membros da diretoria executiva. Na direção de esportes, houve-se por bem colocar dois candidatos, que irão dividir as tarefas, bastante exaustivas, por sinal. De resto, é acreditar e torcer pelo sucesso da chapa Harmonia e que a mesma consiga dar uma dinâmica maior ao futebol de mesa. Que viva o botão!

domingo, fevereiro 19, 2006

VILA CANTA MAIS ALTO

Albertinho, o grande campeão do Torneio da Folia, ladeado pelos decanos Adilson e Abiud
E só deu Vila Belmiro na passarela da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa. Foi campeã com todos os méritos. Esse sábado, 18 de fevereiro de 2006, vai ficar na história alvinegra.
Começou fazendo o passo para os estrelados do Cruzeiro, de Marcos Cardoso. Depois, enveredou pelo samba e mandou o Aston Villa, do gajo Max, para lá da Sapucaí; Aceitou a provocação holandesa do Ajax e fez com que o enxerido Cláudio Canhotinho rolasse pelas ladeiras do Ibura. Finalmente, o grande baile, no Náutico Centenário, do pretensioso Abiud encerrou a mais do que surpreendente performance do Irmão Albertinho, o Beto Sacolinha. A Vila Belmiro fez o maior carnaval do mundo!
É isso aí, gente! Para quem não entendeu, agora falando num português mais claro, a equipe do Vila Belmiro, do diretor técnico Carlos Alberto, o popular Albertinho, conquistou de forma brilhante o Torneio da Folia, na regra pernambucana, patrocinado pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa e realizado neste sábado, dia 18 de fevereiro, em plena semana pré-carnavalesca. Participaram catorze equipes nesse torneio mata-mata. O Vila Belmiro venceu ao Cruzeiro por 4x2; aplicou 4x0, no Aston Villa; meteu 2x1, na semifinal, no Ajax e trucidou, na final, ao Náutico Centenário, aplicando-lhe 4x1.
Com esse resultado, Albertinho conquista 20 pontos no ranking de entrada e passa a ocupar a segunda colocação. O primeiro lugar no ranking continua com Abiud Gomes, graças aos dez pontos conquistados com o vice campeonato do Torneio da Folia. Na terceira colocação do Torneio ficou o Paulistano, de Moisés Pena, enquanto o quarto lugar coube ao Ajax, de Cláudio Lucena.
Além dessas equipes, classificaram-se na primeira fase os times do Aston Villa, de Max Monteiro, o Espanyol, de Léo Gonçalves, o Corinthians, de Adriano Oliveira. Foram eliminadas na primeira fase as seguintes equipes: Real Madrid, de Valdomiro Bidinho; Santos, de Adilson Ribeiro; Íbis, de José Hércules; Cruzeiro, de Marcos Cardoso; Marília, de Rubens Buiú; Bayern, de Demil Santos; Goiás, de Dinoraldo Gonçalves.
A curiosidade da competição ficou por conta da partida Ajax x Marilia, que terminou empatada em 1x1 e foi decidida nos penaltis. Pasmem, senhores! O Ajax ganhou por 1x0 após as equipes cobrarem alternadamente oito penaltis, cada. É brincadeira!
O que valeu mesmo foi que o Vila Belmiro mostrou que o futebol de mesa, na regra pernambucana, a exemplo do que já ocorre com o carnaval de Pernambuco, é sem sombra de dúvidas o melhor do mundo. Venham conferir!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

QUALIDADE OU QUANTIDADE ?

Dinoraldo, Armando e Hércules, trio de muitas histórias do botão
Comecei a jogar botão aos seis anos de idade, influenciado pelos meninos mais velhos que viviam jogando nas calçadas no bairro onde morava. Também assistia a jogos nas salas de algumas casas, em campos colocados em cima de mesas. Nessa época, os campos eram aqueles quadros de avisos existentes nas escolas, chamados de celotex, daí a origem do nome como ficou conhecido o jogo de botões.Em quase todos os bairros existiam praticantes, porém, sempre formando pequenos núcleos de 6 a 10 jogadores, atuando independentemente nos vários setores do bairro. Como não podíamos nos afastar muito de onde moravámos, por sermos de menor idade, esses núcleos eram conhecidos pelos nomes desses locais. Eram as turmas do Motocolombó, da Vila São Miguel, da Praça do Trabalho, da Estrada dos Remédios e por aí vai. Já naquela época, o jogo de botão não era alcançado pela grande massa de crianças, notadamente entre os mais carentes. Sempre foi um divertimento caro, além de exigir de seus praticantes um mínimo de habilidade técnica, o que fatalmente desestimulava os que inicialmente não obtinham sucesso nos seus primeiros jogos. O tempo passa e, já adolescentes, vimos que o jogo de botões continuou sendo praticado sempre por um número limitado de jovens, nos terraços, garagens e quartos de casas de família, porém, restritos aos parentes e alguns amigos. Quando não havia reprimenda por parte dos pais, a quantidade aumentava um pouco, porém poucas vezes excedia de 12 pessoas. Os espaços eram pequenos e somente davam para acomodar apenas um campo. Com isso, cada botonista ficava satisfeito quando jogava duas ou três partidas. Através das amizades que se fazia nas escolas e no ambiente de trabalho, às vezes se aventurava a jogar em outros bairros, mas sempre em locais cujos espaços abrigavam apenas um campo. Hoje, já na casa dos sessenta e poucos anos, já estabilizado na vida, é posto em prática um velho sonho que é o de formar uma associação onde pudesse abrigar num mesmo espaço todos os botonistas, com uma grande quantidade de campos, permitindo assim se jogar à vontade. Cria-se esse espaço, primeiramente numa agremiação de futebol e, de imediato, quase quarenta botonistas aparecem, dando a entender que o empreendimento seria sucesso absoluto. A paixão clubística trouxe conseqüências desagradáveis, pois não permitia que simpatizantes de clubes rivais desfilassem com uniformes dessas agremiações, nem tampouco eram permitidas manifestações de regozijo quanto se obtinham sucessos nas competições. Em 2003, afinal, é encontrado o espaço ideal, localizado no centro da cidade, com facilidade de acesso e com toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento dos jogos. As emoções poderiam ser extravazadas e todos teriam liberdade para exibir as cores dos times de suas predileções. Aparecem as primeiras dificuldades, traduzidas pelo não pagamento das mensalidades sociais que servem para minimizar as despesas para com a Associação, onerando sobremaneira ao proprietário do imóvel, que vem arcando mensalmente com o prejuízo financeiro. Com a exigência do pagamento das mensalidades, torna-se claro que houve uma diminuição de freqüentadores. Fora esse problema, há aqueles que por serem de comportamento dificil e que deram muita dor de cabeça aos dirigentes da Associação, também não quiseram continuar. Há, ainda, os que se afastaram por sentirem que não atingiriam um nível razoável para creditá-los como bons botonistas. O que nos satisfaz é que o grupo que resta é qualitativo, principalmente no aspecto disciplinar, todos imbuídos do propósito de que o que vale mesmo é divertir-se. O bom ou mau resultado nas competições é conseqüência! Mas, é bom frisar: valeu a pena!

domingo, janeiro 29, 2006

TORNEIO DO RANKING/2006

Abiud Gomes recebendo, de Albertinho, o troféu de campeão do Torneio do Ranking/2006
Começou a temporada 2006 da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa - O Clube do Botão. A primeira competição oficial, o Torneio do Ranking, reuniu 12 botonistas da regra pernambucana de celotex, no sábado 21 de janeiro e, depois de confrontos acirrados, no sistema mata-mata, o Náutico Centenário, de Abiud Gomes, conseguiu a vitória, levantando pela segunda vez o cobiçado troféu de campeão. Para chegar ao título, os alvirrubros da Torre atropelaram a Lázio, de João Carlos Fofão, aplicando o escore de 3x2, com direito a gol de prata. Na seqüência, venceram o temido Vila Belmiro, de Albertinho, também pelo placar de 3x2, só que dessa vez fazendo valer o gol de ouro. Na partida final, os timbus, de forma sensacional, derrotaram o River Plate, de Max Babayoko, por 2 x 1, com Cachaça e Vinho Tinto fazendo a diferença. Nos jogos contra os italianos de Maranguape e os alvinegros de Ypiranga, os destaques ficaram por conta de Ravióli e Tapioca, com gols decisivos. Também participaram do Torneio as equipes do Real Madrid, de Bidinho; Bayern, de Demil Terrível; Marília, de Rubens Buiú; Barueri, de Dinoraldo Gonçalves; Españyol, de Léo Gonçalves, todas eliminadas na primeira fase; Santa Cruz, de Armando Filho; Suécia, de José Hércules e Cruzeiro, de Marcos Cardoso. A competição valeu para a contagem de pontos para o ranking da APFM, cabendo 20 pontos ao campeão (Abiud); 10 pontos para o vice campeão (Max); 5 pontos para o 3º lugar (Marcos Cardoso); 4 pontos, para o 4º lugar (Armando Filho) e 1 ponto para José Hércules e Albertinho, por terem passado para a segunda fase. Salve o Náutico Centenário, de Abiud Gomes, o grande campeão!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

FUTEBOL DE BOTÕES - ESPORTE INDIVIDUAL

Abiud Ferreira Gomes, botonista veterano e atual Presidente do Conselho de Decanos da APFM
O futebol de botões é praticado em todos os Estados do Brasil, da forma mais distinta possível. Terraços, quintais, quartos e garagens são ocupados para que essa atividade esportiva continue com vida, mais como lazer, do que como esporte. Hoje, existem as federações, porém, observa-se que somente as de São Paulo e do Paraná são realmente organizadas, congregando em torno centenas de adeptos. Nelas, seus praticantes representam as agremiações esportivas às quais estão vinculados. O esporte individual torna-se coletivo. O botonista cede seu lugar ao clube que representa. Nos outros estados a coisa é diferente. É cada um por si. A grande maioria não tem vínculo algum com Clubes e Federações. É o botão das garagens, dos terraços e dos quintais, onde quem tem valor é a pessoa do botonista e seu time de botão. Aí o campeão não é esse ou aquele clube. O vencedor é o fulaninho e seu time. É como nos demais esportes individuais: o clube é o que menos importa. Os nomes de Gustavo Kuerten, de Agassis, Roger Federer, de Gasparov, entre outros, não estão ligados a nenhum clube ou empresa, que sejam do conhecimento público. A regra pernambucana vai mais além, pois tanto os técnicos como os botões vão se valorizando na medida em que se destacam nas competições. Por serem de coloridos diferentes, impossiveis de serem copiados, os botões são cobiçados e alguns chegam a alcançar preços proibitivos para quem quiser adquiri-los. Os diretores técnicos, por sua vez, tornam-se mais conhecidos pelos times que possuem. Quando se fala em Sport vem logo na memória a figura desse excepcional botonista Paulo Felinto. Humberto Securão, o grande campeão da Regra Baiana, é mais lembrado na nossa associação pela sua AGA, o time de botão que o mesmo utilizava nas nossas competições. E por aí vai... É essa, pois, a nossa grande diferença. Para se ter uma idéia da coisa, eis alguns botões que são destaques no Clube do Botão: Gabriel Pensador, Doval, Morcego, Belga, Bobán, Chirita, Cebolinha, Overath, Gamarra, Pastorizza, Cruz Diablo. São nomes que somente em citá-los já se sabe a quem pertence. Nas competições da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa é levado em consideração a classificação dos times, a artilharia de cada equipe, o artilheiro da competição, o desempenho das defesas e a arbitragem dos jogos. Eis a razão de considerarmos a regra pernambucana mais atrativa! Há mais emoção nos torneios e até mesmo em simples partidas amistosas. Aqueles que fogem dela é porque não possuem qualidades técnicas que permitam colher resultados expressivos.

domingo, janeiro 01, 2006

ANO NOVO - VIDA NOVA

Grupo de Botonistas da APFM prontos para a temporada 2006
É o velho chavão de sempre: Ano Novo, Vida Nova. Porém, torna-se necessária uma grande reflexão. O que fizemos no ano de 2005? Quais as perspectivas para esse novo ano?
Fechemos os olhos e relembremos todos os acontecimentos do ano que passou. Nos três primeiros meses, nos preparamos para o campeonato oficial. Inscreveram-se 14 equipes. Realmente, àquelas que efetivamente queriam disputar a competição, sem solução de continuidade.
Como novidade, tivemos na contagem de pontos os bônus por gols marcados nas partidas terminadas empatadas. Pleno sucesso. Não seria justo considerar um empate de 0x0 no mesmo pé de igualdade de um empate de 2x2, e por aí vai!
O campeão foi o Paulistano, de Moisés Pena, o primeiro do ranking da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa e que era o favorito da competição. O Santa Cruz, de Armandinho, ficou com o vice campeonato.
O certame foi até o mês de agosto, não sobrando tempo para se inserir torneios paralelos, pois o horário das partidas tornou-se muito flexível, ocupando quase todo o período de atividade.
Na seqüência, iniciou-se o campeonato de aspirantes, com 16 times inscritos, também por pontos corridos, em turno único. O Internacional da Estância, de Waldyr Santa Clara, deu suas duas primeiras partidas, mas solicitou afastamento do campeonato, alegando problemas de ordem particular.
O Paulistano, de Moisés Pena, confirma seu favoritismo e vence o certame. O Santos, de Adilson Ribeiro, chega na segunda colocação, sagrando-se vice campeão.
Em dezembro, tivemos a entrega dos prêmios e a certeza de que em 2006, com melhor planejamento, teremos mais competições.
Todas as fichas estão apostadas para o Torneio "Copa do Mundo dos Botões" que deverá ser realizado após o Período de Carnaval. As inscrições estarão abertas a partir de 7 de janeiro, quando da abertura da sala para a temporada 2006.
Assim, pode-se dizer que o resultado de tudo foi amplamente positivo. A regra pernambucana, hoje, está consolidada, inclusive vista no site www.futeboldemesanews.com.br .
Também, no blogger http://abiud.blogspot.com, temos notícias atualizadas a respeito de tudo que acontece na Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, o Clube do Botão.
Portanto, se 2005 já foi bom demais, 2006 se prenuncia excelente. Vamos conferir!