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domingo, fevereiro 19, 2006

VILA CANTA MAIS ALTO

Albertinho, o grande campeão do Torneio da Folia, ladeado pelos decanos Adilson e Abiud
E só deu Vila Belmiro na passarela da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa. Foi campeã com todos os méritos. Esse sábado, 18 de fevereiro de 2006, vai ficar na história alvinegra.
Começou fazendo o passo para os estrelados do Cruzeiro, de Marcos Cardoso. Depois, enveredou pelo samba e mandou o Aston Villa, do gajo Max, para lá da Sapucaí; Aceitou a provocação holandesa do Ajax e fez com que o enxerido Cláudio Canhotinho rolasse pelas ladeiras do Ibura. Finalmente, o grande baile, no Náutico Centenário, do pretensioso Abiud encerrou a mais do que surpreendente performance do Irmão Albertinho, o Beto Sacolinha. A Vila Belmiro fez o maior carnaval do mundo!
É isso aí, gente! Para quem não entendeu, agora falando num português mais claro, a equipe do Vila Belmiro, do diretor técnico Carlos Alberto, o popular Albertinho, conquistou de forma brilhante o Torneio da Folia, na regra pernambucana, patrocinado pela Associação Pernambucana de Futebol de Mesa e realizado neste sábado, dia 18 de fevereiro, em plena semana pré-carnavalesca. Participaram catorze equipes nesse torneio mata-mata. O Vila Belmiro venceu ao Cruzeiro por 4x2; aplicou 4x0, no Aston Villa; meteu 2x1, na semifinal, no Ajax e trucidou, na final, ao Náutico Centenário, aplicando-lhe 4x1.
Com esse resultado, Albertinho conquista 20 pontos no ranking de entrada e passa a ocupar a segunda colocação. O primeiro lugar no ranking continua com Abiud Gomes, graças aos dez pontos conquistados com o vice campeonato do Torneio da Folia. Na terceira colocação do Torneio ficou o Paulistano, de Moisés Pena, enquanto o quarto lugar coube ao Ajax, de Cláudio Lucena.
Além dessas equipes, classificaram-se na primeira fase os times do Aston Villa, de Max Monteiro, o Espanyol, de Léo Gonçalves, o Corinthians, de Adriano Oliveira. Foram eliminadas na primeira fase as seguintes equipes: Real Madrid, de Valdomiro Bidinho; Santos, de Adilson Ribeiro; Íbis, de José Hércules; Cruzeiro, de Marcos Cardoso; Marília, de Rubens Buiú; Bayern, de Demil Santos; Goiás, de Dinoraldo Gonçalves.
A curiosidade da competição ficou por conta da partida Ajax x Marilia, que terminou empatada em 1x1 e foi decidida nos penaltis. Pasmem, senhores! O Ajax ganhou por 1x0 após as equipes cobrarem alternadamente oito penaltis, cada. É brincadeira!
O que valeu mesmo foi que o Vila Belmiro mostrou que o futebol de mesa, na regra pernambucana, a exemplo do que já ocorre com o carnaval de Pernambuco, é sem sombra de dúvidas o melhor do mundo. Venham conferir!

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

QUALIDADE OU QUANTIDADE ?

Dinoraldo, Armando e Hércules, trio de muitas histórias do botão
Comecei a jogar botão aos seis anos de idade, influenciado pelos meninos mais velhos que viviam jogando nas calçadas no bairro onde morava. Também assistia a jogos nas salas de algumas casas, em campos colocados em cima de mesas. Nessa época, os campos eram aqueles quadros de avisos existentes nas escolas, chamados de celotex, daí a origem do nome como ficou conhecido o jogo de botões.Em quase todos os bairros existiam praticantes, porém, sempre formando pequenos núcleos de 6 a 10 jogadores, atuando independentemente nos vários setores do bairro. Como não podíamos nos afastar muito de onde moravámos, por sermos de menor idade, esses núcleos eram conhecidos pelos nomes desses locais. Eram as turmas do Motocolombó, da Vila São Miguel, da Praça do Trabalho, da Estrada dos Remédios e por aí vai. Já naquela época, o jogo de botão não era alcançado pela grande massa de crianças, notadamente entre os mais carentes. Sempre foi um divertimento caro, além de exigir de seus praticantes um mínimo de habilidade técnica, o que fatalmente desestimulava os que inicialmente não obtinham sucesso nos seus primeiros jogos. O tempo passa e, já adolescentes, vimos que o jogo de botões continuou sendo praticado sempre por um número limitado de jovens, nos terraços, garagens e quartos de casas de família, porém, restritos aos parentes e alguns amigos. Quando não havia reprimenda por parte dos pais, a quantidade aumentava um pouco, porém poucas vezes excedia de 12 pessoas. Os espaços eram pequenos e somente davam para acomodar apenas um campo. Com isso, cada botonista ficava satisfeito quando jogava duas ou três partidas. Através das amizades que se fazia nas escolas e no ambiente de trabalho, às vezes se aventurava a jogar em outros bairros, mas sempre em locais cujos espaços abrigavam apenas um campo. Hoje, já na casa dos sessenta e poucos anos, já estabilizado na vida, é posto em prática um velho sonho que é o de formar uma associação onde pudesse abrigar num mesmo espaço todos os botonistas, com uma grande quantidade de campos, permitindo assim se jogar à vontade. Cria-se esse espaço, primeiramente numa agremiação de futebol e, de imediato, quase quarenta botonistas aparecem, dando a entender que o empreendimento seria sucesso absoluto. A paixão clubística trouxe conseqüências desagradáveis, pois não permitia que simpatizantes de clubes rivais desfilassem com uniformes dessas agremiações, nem tampouco eram permitidas manifestações de regozijo quanto se obtinham sucessos nas competições. Em 2003, afinal, é encontrado o espaço ideal, localizado no centro da cidade, com facilidade de acesso e com toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento dos jogos. As emoções poderiam ser extravazadas e todos teriam liberdade para exibir as cores dos times de suas predileções. Aparecem as primeiras dificuldades, traduzidas pelo não pagamento das mensalidades sociais que servem para minimizar as despesas para com a Associação, onerando sobremaneira ao proprietário do imóvel, que vem arcando mensalmente com o prejuízo financeiro. Com a exigência do pagamento das mensalidades, torna-se claro que houve uma diminuição de freqüentadores. Fora esse problema, há aqueles que por serem de comportamento dificil e que deram muita dor de cabeça aos dirigentes da Associação, também não quiseram continuar. Há, ainda, os que se afastaram por sentirem que não atingiriam um nível razoável para creditá-los como bons botonistas. O que nos satisfaz é que o grupo que resta é qualitativo, principalmente no aspecto disciplinar, todos imbuídos do propósito de que o que vale mesmo é divertir-se. O bom ou mau resultado nas competições é conseqüência! Mas, é bom frisar: valeu a pena!

domingo, janeiro 29, 2006

TORNEIO DO RANKING/2006

Abiud Gomes recebendo, de Albertinho, o troféu de campeão do Torneio do Ranking/2006
Começou a temporada 2006 da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa - O Clube do Botão. A primeira competição oficial, o Torneio do Ranking, reuniu 12 botonistas da regra pernambucana de celotex, no sábado 21 de janeiro e, depois de confrontos acirrados, no sistema mata-mata, o Náutico Centenário, de Abiud Gomes, conseguiu a vitória, levantando pela segunda vez o cobiçado troféu de campeão. Para chegar ao título, os alvirrubros da Torre atropelaram a Lázio, de João Carlos Fofão, aplicando o escore de 3x2, com direito a gol de prata. Na seqüência, venceram o temido Vila Belmiro, de Albertinho, também pelo placar de 3x2, só que dessa vez fazendo valer o gol de ouro. Na partida final, os timbus, de forma sensacional, derrotaram o River Plate, de Max Babayoko, por 2 x 1, com Cachaça e Vinho Tinto fazendo a diferença. Nos jogos contra os italianos de Maranguape e os alvinegros de Ypiranga, os destaques ficaram por conta de Ravióli e Tapioca, com gols decisivos. Também participaram do Torneio as equipes do Real Madrid, de Bidinho; Bayern, de Demil Terrível; Marília, de Rubens Buiú; Barueri, de Dinoraldo Gonçalves; Españyol, de Léo Gonçalves, todas eliminadas na primeira fase; Santa Cruz, de Armando Filho; Suécia, de José Hércules e Cruzeiro, de Marcos Cardoso. A competição valeu para a contagem de pontos para o ranking da APFM, cabendo 20 pontos ao campeão (Abiud); 10 pontos para o vice campeão (Max); 5 pontos para o 3º lugar (Marcos Cardoso); 4 pontos, para o 4º lugar (Armando Filho) e 1 ponto para José Hércules e Albertinho, por terem passado para a segunda fase. Salve o Náutico Centenário, de Abiud Gomes, o grande campeão!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

FUTEBOL DE BOTÕES - ESPORTE INDIVIDUAL

Abiud Ferreira Gomes, botonista veterano e atual Presidente do Conselho de Decanos da APFM
O futebol de botões é praticado em todos os Estados do Brasil, da forma mais distinta possível. Terraços, quintais, quartos e garagens são ocupados para que essa atividade esportiva continue com vida, mais como lazer, do que como esporte. Hoje, existem as federações, porém, observa-se que somente as de São Paulo e do Paraná são realmente organizadas, congregando em torno centenas de adeptos. Nelas, seus praticantes representam as agremiações esportivas às quais estão vinculados. O esporte individual torna-se coletivo. O botonista cede seu lugar ao clube que representa. Nos outros estados a coisa é diferente. É cada um por si. A grande maioria não tem vínculo algum com Clubes e Federações. É o botão das garagens, dos terraços e dos quintais, onde quem tem valor é a pessoa do botonista e seu time de botão. Aí o campeão não é esse ou aquele clube. O vencedor é o fulaninho e seu time. É como nos demais esportes individuais: o clube é o que menos importa. Os nomes de Gustavo Kuerten, de Agassis, Roger Federer, de Gasparov, entre outros, não estão ligados a nenhum clube ou empresa, que sejam do conhecimento público. A regra pernambucana vai mais além, pois tanto os técnicos como os botões vão se valorizando na medida em que se destacam nas competições. Por serem de coloridos diferentes, impossiveis de serem copiados, os botões são cobiçados e alguns chegam a alcançar preços proibitivos para quem quiser adquiri-los. Os diretores técnicos, por sua vez, tornam-se mais conhecidos pelos times que possuem. Quando se fala em Sport vem logo na memória a figura desse excepcional botonista Paulo Felinto. Humberto Securão, o grande campeão da Regra Baiana, é mais lembrado na nossa associação pela sua AGA, o time de botão que o mesmo utilizava nas nossas competições. E por aí vai... É essa, pois, a nossa grande diferença. Para se ter uma idéia da coisa, eis alguns botões que são destaques no Clube do Botão: Gabriel Pensador, Doval, Morcego, Belga, Bobán, Chirita, Cebolinha, Overath, Gamarra, Pastorizza, Cruz Diablo. São nomes que somente em citá-los já se sabe a quem pertence. Nas competições da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa é levado em consideração a classificação dos times, a artilharia de cada equipe, o artilheiro da competição, o desempenho das defesas e a arbitragem dos jogos. Eis a razão de considerarmos a regra pernambucana mais atrativa! Há mais emoção nos torneios e até mesmo em simples partidas amistosas. Aqueles que fogem dela é porque não possuem qualidades técnicas que permitam colher resultados expressivos.

domingo, janeiro 01, 2006

ANO NOVO - VIDA NOVA

Grupo de Botonistas da APFM prontos para a temporada 2006
É o velho chavão de sempre: Ano Novo, Vida Nova. Porém, torna-se necessária uma grande reflexão. O que fizemos no ano de 2005? Quais as perspectivas para esse novo ano?
Fechemos os olhos e relembremos todos os acontecimentos do ano que passou. Nos três primeiros meses, nos preparamos para o campeonato oficial. Inscreveram-se 14 equipes. Realmente, àquelas que efetivamente queriam disputar a competição, sem solução de continuidade.
Como novidade, tivemos na contagem de pontos os bônus por gols marcados nas partidas terminadas empatadas. Pleno sucesso. Não seria justo considerar um empate de 0x0 no mesmo pé de igualdade de um empate de 2x2, e por aí vai!
O campeão foi o Paulistano, de Moisés Pena, o primeiro do ranking da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa e que era o favorito da competição. O Santa Cruz, de Armandinho, ficou com o vice campeonato.
O certame foi até o mês de agosto, não sobrando tempo para se inserir torneios paralelos, pois o horário das partidas tornou-se muito flexível, ocupando quase todo o período de atividade.
Na seqüência, iniciou-se o campeonato de aspirantes, com 16 times inscritos, também por pontos corridos, em turno único. O Internacional da Estância, de Waldyr Santa Clara, deu suas duas primeiras partidas, mas solicitou afastamento do campeonato, alegando problemas de ordem particular.
O Paulistano, de Moisés Pena, confirma seu favoritismo e vence o certame. O Santos, de Adilson Ribeiro, chega na segunda colocação, sagrando-se vice campeão.
Em dezembro, tivemos a entrega dos prêmios e a certeza de que em 2006, com melhor planejamento, teremos mais competições.
Todas as fichas estão apostadas para o Torneio "Copa do Mundo dos Botões" que deverá ser realizado após o Período de Carnaval. As inscrições estarão abertas a partir de 7 de janeiro, quando da abertura da sala para a temporada 2006.
Assim, pode-se dizer que o resultado de tudo foi amplamente positivo. A regra pernambucana, hoje, está consolidada, inclusive vista no site www.futeboldemesanews.com.br .
Também, no blogger http://abiud.blogspot.com, temos notícias atualizadas a respeito de tudo que acontece na Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, o Clube do Botão.
Portanto, se 2005 já foi bom demais, 2006 se prenuncia excelente. Vamos conferir!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

A COPA DO MUNDO DOS BOTÕES

Grupo de botonistas da APFM, presença obrigatória na Copa do Mundo de Botãobol
No ano de 2018, o mundo futebolístico irá viver mais um grande espetáculo: A Copa do Mundo de Futebol. Seguindo a tradição, a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa promove o seu maior evento esportivo: a Copa do Mundo de Botãobol.
Flávio AFA (1º agachado) conduziu a COREIA DO SUL ao título
Em 2002, o campeão, para surpresa geral, foi a COREIA DO SUL, sob o comando de Flávio Rogério de Azevedo, ao vencer de forma sensacional o poderoso time do URUGUAI, de Abiud Gomes, inclusive com direito a gol de ouro. O artilheiro da competição foi o botão Tah Ly, meia atacante coreano. A COREIA DO SUL tornou-se, assim, o primeira campeã do mundo na era da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, quando ainda ocupava as dependências do Santa Cruz Futebol Clube.
URUGUAI  e INGLATERRA  campeões do Mundo dos tempos românticos
Muitos anos antes, em 1966, o URUGUAI, de Abiud Gomes, sagrou-se campeão do Mundo, após sensacional triunfo sobre a RÚSSIA, do saudoso Paulo Felinto. Foi a primeira seleção a conquistar o troféu na história da regra pernambucana, atual botãobol.
Na edição de 1970, a vitória sorriu para a seleção da INGLATERRA, de José Ribamar,
Após essa edição, o Torneio somente voltou a ser realizado somente na era moderna do futebol de botão. 
INGLATERRA, de Paulo Jiquiá, a grande campeã do Mundo de Botãobol
Em 2006, a Copa do Mundo de Botãobol, foi brilhantemente conquistada pela INGLATERRA,de Paulo Jiquiá, após derrotar a FRANÇA, de Abiud Gomes, por 2x1, com o gol do título somente ocorrendo na prorrogação.
ÁFRICA DO SUL, de Hugo Alexandre, fez a festa em 2010
Já na Copa do Mundo de 2010, a vitória sorriu para a ÁFRICA DO SUL, de Hugo Alexandre, que levantou à taça, sem muito esforço, pois seu adversário na final, a FRANÇA, de Albertinho, não compareceu, sendo considerada perdedora por WxO, atribuindo-se o placar de 1x0, em favor da ÁFRICA DO SUL.
BÉLGICA, de Paulo Jiquiá, levantou o caneco em 2014
Por sua vez, em 2014, o título de Campeão do Mundo, ficou com a seleção da BÉLGICA, de Paulo Jiquiá, após derrotar, por 4x1, o selecionado da ESPANHA, de Albertinho.
AGUARDEM A COPA DO MUNDO DE 2018, DE BOTÃOBOL
Para a COPA DO MUNDO DE BOTÃOBOL, de 2018, é pensamento da Diretoria da Associação Pernambucana de Futebol, modificar seu formato que antes obedecia rigorosamente à tabela de jogos da Copa do Mundo de Futebol,
Com a redução do quadro de associados, a APFM deverá realizar a competição com novos padrões que serão analisados e aprovados em futuras reuniões. São muitas as ideias e veremos qual a que será posta em execução.
O que se sabe  é que a COPA DO MUNDO DE BOTÃOBOL, de 2018, a exemplo das anteriores, promete ser emocionante, Quem viver, verá. Viva o botão!
(Texto inspirado na matéria publicada em 2005).

segunda-feira, dezembro 05, 2005

GRANDE FESTA

Moisés Pena, o grande campeão de Aspirantes, recebe o troféu do Dr Aníbal Moura
No sábado, dia 3 de dezembro, a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa promoveu a entrega de troféus aos vitoriosos do Campeonato de Aspirantes/2005, promovido pela própria entidade. A festa foi organizada pelo diretor social Cláudio Sandes, que conseguiu torná-la num acontecimento brilhante e que ficará registrado na história do celotex aqui no Recife. Este ano, como novidade, contou-se com o apoio do Dr Anibal Moura, Chefe do Grupo de Operações Especiais da Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco que, num gesto de carinho e amizade, fez questão de doar todos os troféus aos grandes vencedores da competição. A diretoria da APFM, juntamente com todo o quadro social, não encontrou palavras para agradecer essa nobre iniciativa dessa notável figura pública, responsável pelo sucesso de grande parcela da segurança pública de nosso Estado. A Associação Pernambucana de Futebol de Mesa fica, na realidade, profundamente agradecida ao Dr Anibal Moura e espera poder um dia retribuir essa sincera contribuição.
O diretor cultural da APFM, Abiud Ferreira Gomes, atuou como mestre de cerimônia e deu início à solenidade de entrega de prêmios, apresentando um a um os agraciados com os troféus. Adilson Ribeiro, Vice Presidente da APFM e diretor técnico do Santos, recebeu os troféus de melhor árbitro, de melhor defesa e de Vice Campeão de Aspirantes, entregues por sua filha, sua cunhada e sua esposa, respectivamente.
Em seguida, foi chamado para receber os troféus de artilheiro da competição e de 4º Colocado o diretor técnico do Grêmio Barueri, Dinoraldo Gonçalves. Na seqüência, Max Monteiro Rosa, diretor técnico do Fluminense, recebeu o troféu pela 3ª Colocação, constituindo-se na grande surpresa do campeonato. Finalmente, das mãos do Dr Anibal Moura, o diretor técnico Moisés Pena recebeu o troféu de campeão, por ter levado seu Paulistano para mais uma espetacular conquista. Na ocasião, o Dr Aníbal Moura presenteou o campeão com um legítimo scotch Johnny Walker para as comemorações junto aos familiares e amigos.
Num discurso de improviso, o Dr Anibal Moura disse ter tido uma surpresa agradável com tudo que presenciou e prometeu continuar dando todo o apoio à Associação, na medida do possível.
Depois, seguiu-se os comes e bebes, num ambiente de total alegria e descontração.
Foi, realmente, um dia muito feliz para os amantes do celotex, o futebol de mesa da regra pernambucana.

quarta-feira, novembro 30, 2005

DIVERTIMENTO CARO

Futebol de Mesa (Jogo de botões) - Brinquedo de Criança ?
Infelizmente, o futebol de mesa não é acessível a todas as camadas da sociedade, pois os custos são relativamente altos. De início, o campo, nas dimensões oficiais, chega a custar mais de duzentos reais. Some-se a isso os cavaletes de apoio, as traves, os botões, as palhetas, o material de limpeza do campo e dos botões, as bolas, os cronômetros.
Além disso, o mais importante: o espaço físico. Terraços, quartos, garagens nem sempre estão disponíveis. A aventura de se colocar em agremiações esportivas ou em escolas, públicas ou privadas, esbarra na falta de incentivo e, principalmente de verba para instalação de toda infraestrutura que o empreendimento necessita e que possa dar uma expectativa de retorno, para que assim seja considerado sucesso. Se esportes mais populares, mais visiveis, não têm suas práticas incentivadas, que dirá o futebol de mesa, tido e havido como brinquedo de criança!
Percorrendo alguns bairros do Recife, conversando com as pessoas nas filas de bancos, pode-se constatar que o futebol de mesa é praticado por um grupo cada vez mais diminuto. Como atividade recreativa, é território exclusivo masculino, mas com o avanço tecnológico, cedeu quase todo o espaço para os videos-games. As crianças iniciam-se nos campos chamados estrelões, mas abandonam pouco tempo depois.Não se apegam à diversão. A bem da verdade, o futebol de mesa foi fragorosamente derrotado pelos jogos do computador.
Junto aos jovens, na faixa etária dos 13 aos 16 anos,observa-se a prática do futebol de mesa, sem muita força, logo interrompido pela insana batalha pelo ingresso nas universidades. É a guerra do vestibular!
Na fase adulta, o jogo de botões deixa de ser interessante, pois aí entra os períodos do namoro, do trabalho, do casamento, dos filhos, do lazer da família, onde tudo é feito no sentido da coletividade. Os que, nessa época, se aventuram no futebol de mesa criam um conflito familiar, às vezes com consequências desagradáveis.
Daí se conclui que os pouquíssimos que resistem a todos esses atropelos que a vida proporciona somente vem praticar o futebol de mesa com certa regularidade quando estão gozando a aposentadoria, no chamado fim-de-carreira. São esses verdadeiros heróis que devem ser reverenciados por tentarem manter sempre acesa a chama do jogo de botões.
Agora, imagine se houvesse uma homogeneização da regra! Os poucos pareceriam muitos e, talvez, a luta fosse menos inglória!

quinta-feira, novembro 24, 2005

RUMO AO FUTURO

Decanos José Hércules, o "Tsunami da APFM" e Marcos Cardoso, o "Securinha"
O ano de 2005 está se findando e, numa avaliação superficial, verifica-se que foi de relativo sucesso para os aficionados da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa. As competições oficiais não foram muitas, porém, vale ressaltar que todas transcorreram na mais absoluta tranqüilidade.
No campeonato oficial, participaram 14 equipes e no campeonato de aspirantes o número subiu para dezesseis. O quadro de freqüentadores diminuiu, é verdade, mas ganhou-se em qualidade e harmonia.
Hoje, a Associação não tem mais aquele clima de tempestade que existia nos anos anteriores. Respira-se e cultiva-se a paz. Daí, julgar que o ano de 2005 foi o melhor ano da Associação, com a consolidação da Regra Pernambucana e a depuração dos botonistas cativos.
Há um movimento para se colocar no recinto da entidade a regra paulista e talvez a regra baiana. Apesar do Regimento Interno acenar favoravelmente, o Conselho de Decanos, na pessoa do seu presidente e da maioria de seus membros, é totalmente contrário a que isso venha a ocorrer, pois observa-se que os adeptos, tanto da regra paulista, quanto da regra baiana, só agora estão interessados em ocupar um espaço na associação, isto devido ao possível fechamento do espaço que ocupam atualmente.
É bom lembrar que, à época da instalação da APFM em outubro de 2003, no endereço atual, foi dado espaço para que a regra paulista, colocando-se três campos à disposição, porém, seus adeptos nunca se serviram do mesmo e optaram por outro espaço, junto à regra baiana. Alegaram, na ocasião, que no outro espaço teriam mais visibilidade, pois estariam ligados à Federação Pernambucana de Futebol de Mesa e outras coisas mais. O que se pode dizer é que agora é tarde e Inês é morta!
Para 2006, o Clube do Botão deverá somente se valer da regra pernambucana, vedando em definitivo a prática do futebol de mesa seguindo outras regras. Além disso, dentro do possível, pensa-se em adquirir novos campos, dessa vez dotados de fosso, melhorar a iluminação, dar nova pintura à sala de jogos e realizar pelo menos três competições oficiais.
A entidade está aberta a novos sócios, porém, aqueles que desejarem fazer parte da associação devem vir imbuídos do propósito de jogar por jogar, somente na regra pernambucana, sem vaidades e procedimentos mesquinhos. Assim, serão sempre bem-vindos. Quanto às outras regras, que seus adeptos procurem novos espaços e façam ótimo proveito. Aqui, na APFM, é que não dá!

quinta-feira, novembro 17, 2005

2005 - UM ANO DE AJUSTES


Sempre se soube que qualidade é muito melhor do que quantidade. A sabedoria popular também é assimilada pelos amantes do celotex, o futebol de mesa jogado obedecendo à Regra Pernambucana. Quando se criou a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, aventou-se à possibilidade de se congregar no seio da entidade todas as práticas de futebol de mesa, independente da regra utilizada. Seria o Clube do Botão, ideal daqueles que sentem prazer de jogar por jogar. O que se viu,na realidade, foi um tremendo jogo de vaidades, vindo das principais cabeças ditas pensantes e que fazem o futebol de mesa nas mais diversas áreas da Grande Recife. Num rápido levantamento feito por elementos ligados à regra pernambucana, percebe-se que há muita gente praticando o futebol de mesa, nas mais diversas regras. Uniformizá-las nem pensar, tal a disparidade entre elas. Joga-se da maneira mais variada possível, com tipos de " bolas", algumas consideradas absurdas. Para se ter uma idéia da coisa, a regra baiana utiliza como bola um disco, semelhante a uma pastilha. A regra carioca, por sua vez, usa um "dadinho" como pelota. As regras paulista e pernambucana se valem de bolas esféricas, de feltro e de borracha, respectivamente.
Nesta linha de raciocínio, verifica-se a total impossibilidade de reunir os mais diversos grupos num mesmo ambiente e com isso o futebol de mesa vai ficando restrito a pequenos núcleos, onde a renovação de quadros é quase nenhuma. Percebe-se também que o jogo de botões, aqui no Recife, é tido apenas como lazer. A criançada sente-se atraída nos primeiros contatos que tem com a modalidade esportiva, porém, na sequência, não é estimulada a prosseguir praticando o futebol de mesa.
Fazendo uma enquete com a população masculina observa-se que mais de noventa por cento dos entrevistados disseram já ter jogado futebol de mesa quando criança, no entanto, apenas dois por cento, quando colocados à frente de um campo de futebol de mesa,demonstraram possuir alguma habilidade. Essa foi e será sempre a grande dificuldade de se conseguir arregimentar gente jovem para a prática do futebol de mesa. A falta de habilidade, demonstrada nos primeiros movimentos, desestimulam os jovens, que logo abandonam a prática.
A Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, localizada no Edifício Brasília, no centro comercial do Recife estará sempre aberta para receber novos sócios e estimulá-los a praticarem o verdadeiro futebol de mesa.

sexta-feira, outubro 28, 2005

O MELHOR DOS ASPIRANTES

O decano René Cézar entrega o troféu de campeão 2005 a Moisés Pena, do Paulistano
E terminou o Campeonato de Aspirantes, patrocinado pela APFM - O Clube do Botão e o Paulistano, de Moisés Pena, conseguiu o título de forma brilhante. Com apenas uma única derrota, em seu derradeiro jogo, já campeão por antecipação, o Paulistano conquista assim sua segunda coroa em 2005. Primeiro foi o campeonato oficial da Associação Pernambucana e agora o campeonato de aspirantes. Os vietnamitas de San Martim continuam com a corda todo. O Santos, do retranqueiro Adilson Ribeiro, ficou com o vice campeonato, com todos os méritos. A grande surpresa da competição ficou com Max Rosa, que conseguiu levar o Fluminense para a terceira colocação, o seu melhor resultado, até hoje, dentro do Clube do Botão. É isso aí, gente! lá vem o Twenty subindo a ladeira! Na quarta colocação o Barueri, de Dinoraldo Gonçalves, o time da ressaca! Cruzeiro, de Marcos Cardoso, Hércules, de José Hércules,Santa Cruz, de Armando Filho, Vila Belmiro, de Albertinho, Coritiba, de Cláudio Sandes e Marília, de Rubens Buiú, seguiram-se pela ordem.
Por outro lado, a decepção ficou por conta da atuação pífia do Alecrim, de Abiud Gomes, a sensação dos amistosos. Se seu diretor técnico tivesse atentado para a origem do time, forçosamente não o teria inscrito para a competição. Foi tão medíocre a atuação do Alecrim que o time somente retornará às atividades em 2007.
Na turma de baixo: Barcelona de Demil "o Terrível", Corinthians Curadense, de Adriano Jorge, Olimpique, de Alexandre Freitas "O Gordinho da Paulista" e Real Madrid, de Valdomiro Bidinho.
O Campeonato só não foi sucesso total por causa da desistência do Internacional da Estância, de Waldyr Santa Clara.
A entrega dos troféus e medalhas acontecerá no dia 12 de novembro, com uma grande festa, organizada pelo diretor social Cláudio Sandes.

sexta-feira, outubro 21, 2005

MUSEU DO BOTÃO


A Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, o Clube do Botão, deveria criar o Museu do Botão. Assim, todos os amantes do futebol de mesa poderiam ficar conhecendo um pouco da longa história do celotex. Suas origens, seus praticantes, os campos de outrora, os diversos tipos de bola e, o mais importante, o desenvolvimento dos botões ao longo de todo esse tempo.
Esta também seria a oportunidade de se mostrar ao imenso número de adeptos do futebol de mesa o acervo deixado pelas legendas do celotex; Aldiro Santos, Gilvan Carvalho, Lula Pesão, Gordo da Pipoca, Abdon Gomes, Pedrinho Palmatória, Mario Sandes, entre outros, que se foram mas que tanto dignificaram o futebol de mesa.
A regra pernambucana, pela diversidade dos botões e pela representatividade dos times, se deduz que é a mais rica em histórias. Suas competições acirradíssimas, a valorização dos botões, as permutas que beiravam às raias do absurdo, tais as propostas que eram oferecidas, muitas delas consideradas indecentes, tudo isso seria revisitado, mostrando que o jogo de botão é uma soberba realidade.
Hoje, talvez, a pessoa mais indicada para traçar o projeto do museu do botão seria o maior colecionador de botões de Pernambuco, quem sabe o maior do Brasil, Paulo Felinto Gouveia de Albuquerque, um dos grandes nomes do celotex de todos os tempos. Há a certeza de que só viria coisa realmente espetacular. Junto a ele, nomes como os de Armando Filho e José de Ribamar, dariam um reforço considerável para consolidação do projeto.
Fica a torcida para que se concretize o sonho de todos os que amam o futebol de mesa!

quarta-feira, setembro 28, 2005

CONSELHO DE DECANOS

Abiud Ferreira Gomes e José Hércules, Decanos do Clube do Botão
Pelos estatutos da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa - O Clube do Botão - o Conselho de Decanos, constituído pelos botonistas com mais tempo de atividade no Celotex, tem por atribuição; a) examinar, discutir, aprovar propostas de mudança da regra pernambucana de celotex, apresentada por um ou mais decanos e determinar que o presidente da Associação faça a divulgação entre os associados, para que seja aplicada nos campeonatos e torneios, sem o que as referidas competições não serão reconhecidas pela associação, consequentemente não servindo também para computar pontos para o "ranking" da entidade. b) examinar, discutir e julgar o comportamento antidesportivo dos adeptos do futebol de mesa, aplicando as punições numa gradação que entenda adequada.
Atualmente, fazem parte do Conselho de Decanos os seguintes associados: ABIUD FERREIRA GOMES - Presidente; ADILSON JOSÉ DE SÁ RIBEIRO; JOSÉ HÉRCULES LEITE; ARMANDO FRANCISCO FILHO; MARCOS JOSÉ MENESES CARDOSO; DEMIL GOMES DOS SANTOS; RENÉ CEZAR. São também considerados decanos, porém sem assento no Conselho, os seguintes botonistas: MARCOS ANTONIO DE ALBUQUERQUE E SILVA; CLÁUDIO ALVES SANDES, FRANCISCO BARBOSA e PAULO FELINTO GOUVÊA DE ALBUQUERQUE. Podem se candidatar a decano, os seguintes associados, todos por praticarem o celotex na regra pernambucana por mais de dez anos: CARLOS ALBERTO DOS SANTOS, WALDYR PEREIRA DA COSTA, DINORALDO JOSÉ GONÇALVES DOS SANTOS, ANTÔNIO IOMAR DE OLIVEIRA, EUDES FERREIRA DA SILVA, ARMANDO FRANCISCO DA SILVA.
A inscrição para decano poderá ser feita em qualquer época do ano. Após a inscrição, haverá a análise do nome pelo Conselho de Decanos que aprovará ou não o ingresso no quadro de sócios decanos. De acordo com os estatutos, o decano contribui com o dobro da mensalidade cobrada a um sócio honorífico.

segunda-feira, setembro 26, 2005

O GORDINHO DA PAULISTA

O furacão Alexandre entrega a Max o troféu de melhor árbitro de 2005
Parecia que as ondas sísmicas tinham se dissipado do Clube do Botão. Ledo engano. Depois dos estragos causados pela explosão do Hércules, quando tudo parecia serenado, eis que neste sábado 17 de setembro a Associação Pernambucana de Futebol de Mesa volta a sofrer com os desmandos de mais um furacão, o Alexandre, com um grau de intensidade duplamente superior ao anterior.
Foi de uma fúria avassaladora e que atingiu outros pontos, alguns até distantes do epicentro, como as áreas dos bares, lanchonetes e restaurantes.
Antes desses fenômenos, havia, de vez em quando, algumas turbulências, porém, os efeitos eram quase nenhum, não causando preocupação. Agora, a "coisa" mudou. O Clube do Botão corre tremendo risco caso apareçam novas ondas.
Algo tem que ser feito para que novos fenômenos não tragam prejuízo e não afugentem aqueles que sobrevivem do celotex.
Numa análise fria dos acontecimentos, verifica-se que está dificil encontrar a causa do fenômeno. Alguns dizem que ainda foi o efeito da "Coisa", que esteve ameaçada de cair para a Terceirona; era uma tremenda carga! Outros alegam que tudo foi causado por uma frente fria que veio do Curado, região onde atua o "Coringão", um ciclone ainda em formação e que recentemente estava sendo monitorado , sendo de fácil controle.
Louve-se, neste episódio, a atuação heróica do bombeiro Buiú, que salvou quase todas as vítimas da tragédia.
Na verdade, o que se sabe a respeito do "Alexandre" é que o mesmo já aprontara, com menos intensidade, lá pelos lados do Parque Amorim.
Após os fatos, os dirigentes do Clube do Botão decidiram criar uma brigada antifuracões na tentativa de minimizar a situação, evitando novas tormentas. Acredita-se que, com um bom planejamento, a maré vai ficar mansa e todos irão navegar mais tranqüilos. O Celotex deve permanecer para sempre!
Pergunta-se: e o "Gordinho da Paulista", título dessa matéria, o que faz nessa história toda? - É que ele tá lá em baixo e seria bom chamá-lo para jogar!

A EXPLOSÃO DE HÉRCULES

Hércules, alguns anos atrás, antes da grande explosão
Vejam vocês como a paixão clubística leva a extremos. Ontem, foi um dia de terror para os torcedores do Sport Club do Recife, a famosa "Coisa" do Recife, pois o risco de cair para o inferno da 3ª Divisão era iminente. As torcidas do Náutico e do Santa Cruz, seus eternos rivais, passaram a semana toda azucrinando a paciência dos rubronegros. O desespero era tão evidente que refletiu no futebol de mesa, mais precisamente na sede da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa, em pleno desenrolar do campeonato de aspirantes.
Notava-se nos semblantes dos botonistas coisistas do Sport um grande ar de preocupação, traduzido por um mau humor que surpreendeu a muita gente presente ao local.
Com algum atraso, tem início os jogos da rodada dos aspirantes. O time do Santos, do angustiado rubronegro Adilson Ribeiro, recusa-se a jogar no campo 8, sorteado minutos antes. Seu adversário, a equipe do Hércules, do também mais que angustiado rubronegro José Hércules, de imediato alerta para que não seja aberto precedente.
Ocorre que o Paulistano, de Moisés Pena, e o Feyenoord, de Abiud Gomes, este último torcedor fanáutico, realizaram uma partida no citado campo e verificaram que o mesmo não reunia as mínimas condições, tal era o desnivelamento existente. Usando o bom senso, como solução, o jogo foi marcado para o campo 3, local neutro. 
Começa o jogo, tenso, nervoso, ruim, com os técnicos totalmente desconcentrados. Eles não conseguiam, por mais que se esforçassem, se livrar do drama que estavam vivendo na intimidade, face à situação aflitiva do Sport Club do Recife, a "Coisa". 
As jogadas se sucediam, muitas beirando ao ridículo. Termina a partida, ganha, num golpe de sorte, no último minuto, pelo Santos, de Adilson Ribeiro. 
Aí, pasmem senhores! acontece o que menos se esperava: um tsunami (alguns dizem que foi o Katryna) invade a sala e começa a chover botões para tudo que é lado. Desastre total! Os indefesos botões do Hércules eram arremessados com toda a força nas paredes da sala. Por milagre, eles não foram destruídos, tal a fúria dos arremessos. 
Quando o fenômeno aplacou sua ira e o estrago já estava feito, foi criada uma comissão com os técnicos Abiud Ferreira Gomes e Armando Francisco da Silva Filho, contando com a colaboração de Moisés Pena, para estudar as causas e os efeitos da tragédia. 
Concluídos os trabalhos, verificou-se que que o responsável por todo este drama sofrido foi a "Coisa", o Sport Club do Recife. A pressão foi tamanha que não deu pra segurar. Daí, a grande explosão. Doutor Juiz! Pau na cuca, endoida!

quinta-feira, setembro 08, 2005

UM DIA PARA SER ESQUECIDO

Um dia tenebroso!

Data: 18 de outubro de 2003
Evento; Inauguração da Sala de Jogos da Associação Pernambucana de Futebol de Mesa
Local: Edifício Brasília, sobreloja, sala 203 - Rua Siqueira Campos, 279 - Bairro de Santo Antônio - Recife - PE
A festa estava organizada, tudo pronto, associados e convidados presentes, todos aguardando o Presidente do Conselho de Decanos, o sócio Abiud Ferreira Gomes, também diretor cultural e que iria servir de mestre de cerimônias.

Chega a hora da abertura da sala e necas de Abiud. Algo teria acontecido, pois, o mesmo não era de farrapar. Apreensão total. Uma hora se passou e eis que de repente adentra ao recinto, pálido, cara de choro, o mestre de cerimônias, que de imediato passou a explicar o que ocorrera:
"Antes de se dirigir à associação, resolve passar no Carrefour, da Torre, para fazer seus jogos semanais na loteria da Caixa e também sacar no caixa automático do Banco do Brasil, ambos dentro daquele estabelecimento. 
Estaciona, como de costume, na área C-2, próximo à rampa de acesso às lojas, seu automóvel, uma Parati branca, ano 1991. Saca o dinheiro e depois faz seus jogos lotéricos. Encontra-se no saguão de entrada do supermercado seu amigo botonista Marcos Cardoso, o Securinha, que alega não poder ir à inauguração pois estava resolvendo um problema de compra e habilitação de um aparelho celular. Despede-se do amigão e desce a rampa rumo ao estacionamento.
Quando vai abrir a porta do carro encontra dificuldade, pois o chave não queria entrar. Força e consegue abrir a porta. 
De imediato, percebe a falta da sacola preta que deixara no banco traseiro. Não quis acreditar. Revista todo o carro e não encontra nada. Procura o motoqueiro que faz ronda no estacionamento e comunica o fato. É mandado falar com a chefia de segurança do estabelecimento e preenche o livro de ocorrências. Sai arrasado e volta para a casa. Tem uma crise de choro, controla-se e é incentivado a comparecer à Associação".
Foi o apoio recebido de todos os companheiros e amigos que serviu para amenizar a dor da perda de 117 botões, alguns com mais de cinqüenta anos em seu poder e muita história.
Mas a vida tem que continuar e a ordem é seguir seu destino. Fica a tristeza, até hoje. É duro de agüentar! É um dia para ser esquecido.

quarta-feira, agosto 31, 2005

LEGENDAS DO CELOTEX


Na regra pernambucana, o futebol de mesa é mais conhecido como celotex e em suas muitas histórias e fatos cabe destacar o nome de Aldiro Santos, que veio a se tornar um mito dessa modalidade esportiva. Quem teve o privilégio de conhecê-lo, jamais esquecerá todo o benefício que o mesmo proporcionou ao celotex.
Representava, na época, nos anos sessenta do Século XX, o poder econômico, a elite do celotex. Quando via um time em ascensão, logo fazia grandes investimentos para adquirir os principais valores surgidos e, assim, enfranquecer o possível adversário. Quem tivesse botões em destaque, sentia-se logo assediado com propostas irrecusáveis.
Participava de todas as competições realizadas na Liga de Celotex da Boa Vista, localizada na Rua da Matriz, na residência de Severino Vieira.
Antes, na Rua Montevidéo, próximo ao Parque Amorim, em sua residência, organizava as competições, onde saía na maioria das vezes vitorioso.
Fumante inveterado, de voz rouquenha e uma acentuada calvície, Seu Aldiro, para os mais jovens, representava toda uma experiência de vida no celotex. Muito se aprendeu com ele.
Hoje, os remanescentes de seu tempo transmitem, aos que vêm surgindo, a herança deixada pelo supremo mestre da palheta. Amém!

sexta-feira, agosto 19, 2005

LINGUAGEM DO CELOTEX


Você, que não faz parte do universo do futebol de mesa, mas precisamente da regra pernambucana, é capaz de traduzir esse texto ? "No clássico do celotex, Pablo Zabaleta ingarriu e não fez o caxinguelê. Preparou o vaco-vaco, mandou colocar mas a bola ramprou. É mais uma história triste!".
Como em todas as atividades humanas cada uma tem seu linguajar característico. O futebol de mesa não poderia fugir à regra.
Na regra pernambucana, os botonistas usam o termo celotex para definir o futebol de mesa, o jogo de botões. Ingarrir significa que o botão teve seu deslocamento interrompido precipitamente, normalmente provocado por sujeira no campo de jogo ou na base do próprio botão. Vaco-vaco é um tipo de jogada em que uma equipe vai posicionando o botão para um chute à gol sem que o adversário tenha a mínima condição de evitar. O caxinguelê é traduzido como o encontro de dois botões de uma mesma equipe colados à bola. Nos chutes a gol, o time atacante deve dar o aviso de que vai chutar dizendo "coloque-se". Outras expressões de alerta também utilizadas são: lá, tás, teje, pega... e por aí vai. Cabe ao time atacado posicionar o goleiro e dizer "pronto!".
Ramprar, termo inventado por Toinho Rapariga, um antigo botonista, nos anos sessenta, para dizer que a bola, após um chute, bateu na trave e no goleiro, por pouco não entrando no gol. Pablo Zabaleta, o botão da foto, é o nome do ponta esquerda do time do Arsenal, um dos 67 times do atual Presidente do Conselho de Decanos da APFM.
E a história triste é mais um resultado negativo, um insucesso, conforme se refere sempre Adilson Securinha, Vice Presidente Executivo da APFM.

segunda-feira, agosto 15, 2005

GOLEIROS

Goleiro da Regra Pernambucana
Na regra pernambucana os goleiros são totalmente diferentes das outras regras. A forma é cilíndrica, medindo 40mm x 60mm e a superfície é ligeiramente abaulada. Nas partidas, ele é posicionado embaixo da meta, ficando metade dentro do gol e a outra metade, fora. Serve-se de uma paleta especial todas as vezes em que vai efetuar uma jogada (deslocamento). Seu raio de ação está restrito às duas áreas (grande e pequena). Caso venha, no seu deslocamento, tocar a bola fora da área grande, terá cometido uma infração (tiro livre direto). Caso venha, no seu deslocamento, antes de tocar na bola, chocar-se com um botão da mesma equipe, dentro da área, será cobrado um tire livre indireto. Se o botão for da equipe adversária estará caracterizado o pênalti. Ao técnico é dado o direito de mover o goleiro, com a mão, para posicioná-lo quando o adversário der o aviso de que vai chutar a gol. Da mesma forma, poderá também posicioná-lo quando for atrasar uma bola. Nos demais casos, o goleiro não poderá ser movimentado.

terça-feira, agosto 09, 2005

BOTÕES DA REGRA PERNAMBUCANA

T Arsenal, time de botão de resina acrílica, da Regra Pernambucana
Diferentemente das demais regras, os botões utilizados na regra pernambucana são feitos dos mais diversos materiais: acrílico, resina acrílica, baquelite, osso, chifre de boi, marfim, quenga de côco.
São fabricados em diversos tamanhos, variando de 32 mm a 42 mm, com altura máxima de 7mm.
As cores são de várias matizes, havendo times com botões de uma mesma cor e outros com coloridos os mais diversos.
Todos os botões recebem um nome de batismo, sendo que normalmente, mas não obrigatoriamente, os nomes são colocados em homenagem, tanto aos atletas de equipes de futebol em atividade, como ex-atletas. 

Famalicão, time de botão de  lado de chifre de boi, da regra pernambucana
Os times de botão têm seus nomes inspirados, normalmente, nas equipes de futebol da simpatia dos seus diretores técnicos (esse é o nome dos proprietários dos times de botão).
É bom saber que não existe regras para a colocação de nomes de botões e de times. O diretor técnico tem livre arbítrio para colocar o nome que quiser nos seus botões, porém, quanto ao nome dos times há restrição quando já existe um outro igual, respeitando aí o tempo de sócio do Clube do Botão.
O goleiro tem características próprias, podendo ser em acrílico (o mais normal) ou outro material, porém, sua base é contornada por material flexível (borracha ou silicone), evitando que os choques dos demais botões não causem danos recíprocos. O goleiro mede 40mmx60mm, de forma cilíndrica e a sua superfície é ligeiramente abaulada.
No Recife, os mais famosos fabricantes de botões são Armando Francisco da Silva e Adilson César Labilasca.